Negócios

O e-commerce está nas mãos dos pequenos empresários


Estudo do Sebrae mostra que nos últimos três anos a internet passou a ser o principal canal de vendas das pequenas empresas que atuam nos ramos de moda, informática e beleza


  Por Agência Sebrae 25 de Agosto de 2016 às 15:27

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Estudo realizado pelo Sebrae, em parceria com o E-commerce Brasil, mostra que 90% das empresas que atuam unicamente no e-commerce são pequenos negócios. Desse percentual, 45% são Microempreendedores Individuais (MEIs).

Para esses empresários do varejo virtual, a principal preocupação é a alta carga tributária, superando a logística.

Karen Sitta, coordenadora da carteira de e-commerce do Sebrae, destaca no levantamento a necessidade de as empresas investirem na fidelização dos clientes. O estudo apontou que 43% das empresas não possuem estratégia de fidelização

“Isso é um número preocupante. Afinal, é muito mais barato você investir para manter o seu cliente do que buscar um novo”, disse Karen.

Ao todo, 27% das empresas que fecharam suas portas alegaram como motivo principal a falta de planejamento e conhecimento do negócio, perdendo somente para o baixo faturamento. 

“Antes de abrir um e-commerce, é essencial que o empresário procure se planejar, estudando o modelo de negócio em que pretende atuar.”
Já a principal tendência atualmente é o mobile. “Todo mundo está sempre com o telefone na mão. As lojas virtuais estão cada vez mais se ajustando a essa mobilidade e as compras estão crescendo via esses aparelhos, incluindo os smartphones e os tablets.” 

Os dados mostraram, ainda, que a maioria dos negócios do setor foi aberta nos últimos três anos. Do total de e-commerce no país, 58% começaram suas atividades na internet a partir de 2013. 

Os principais produtos vendidos estão relacionados à moda, casa e decoração, informática e beleza. As empresas atuam principalmente no comércio (73%), seguidas por serviços (18%) e indústria (8%). Apenas 1% é do setor de agronegócio.

IMAGEM: Thinkstock