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Nem tudo é mudança de hábito em meio ao avanço da covid-19


Varejo tenta entender alterações no comportamento do consumidor por conta da pandemia, e está atento às nuances para entender se são tendências ou apenas reação pontual


  Por Redação DC 24 de Abril de 2020 às 09:55

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A proliferação exponencial da covid-19 trouxe desafios inéditos para toda a sociedade em tempos contemporâneos. O varejo alimentar, claro, sofreu impactos imediatos. Primeiro, com lojas lotadas de consumidores em busca de itens básicos.

Depois, tentando entender, dia após dia, novas movimentações e diferenças no comportamento de compras que chegam a desafiar antigas crenças. Muito tem sido dito sobre mudanças de hábitos por parte dos brasileiros. Sim, elas ocorrem, mas na perspectiva das próximas semanas e também do pós-pandemia, pode ser que nem todas as alterações se mantenham.

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Essa questão apareceu durante a terceira edição do SA Varejo Webinar Series , realizada na última quinta-feira, 23/4, com executivos da indústria e do varejo.

A venda de alimentos saudáveis cresceu muito, mas é preciso ponderar que as lojas especializadas nesses produtos estavam fechadas", disse Julio Cesar Lohn, diretor comercial do grupo Mundial Mix e presidente executivo da Rede Brasil de Supermercados.

"Nós também nunca vendemos tantos cigarros", informou, lembrando que bares e outros estabelecimentos tradicionais na venda do produto não estavam de portas abertas por não serem consideradas atividades essenciais.

Nesse cenário complexo, é importante ficar atento em relação a cada nova nuance no comportamento do público para observar o que é, de fato, um novo comportamento e o que foi somente reação pontual ao momento de pandemia.

E-commerce de alimentos, por exemplo, tende a manter vendas acima daquelas que eram registradas até o início deste ano. No entanto, passada a pandemia, os patamares tendem a ser mais baixos em comparação com os observados nos pedidos durante as últimas semanas.

Um ponto unânime entre varejistas e executivos da indústria que participaram é que, daqui pra frente, a colaboração entre os dois setores precisa se intensificar cada vez mais.

"É ainda mais fundamental escolher os parceiros certos e ter transparência nas relações", resume Sergio Alvim, CEO de SA Varejo. "Nunca foi tão importante um JBP (plano comercial anual, na sigla em inglês) de verdadeiros parceiros e não de oportunistas. É preciso abrir números juntos e buscar o melhor para ambos por meio de uma conversa franca", completa Julio Cesar Lohn, do Mundial Mix e da Rede Brasil.

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