Negócios

Movimento do comércio cai 7,1% no 1º trimestre


Elevação de juros, mercado de trabalho enfraquecido e inflação em alta contribuíram para a queda de vendas nas lojas, de acordo com a Boa Vista SCPC


  Por Estadão Conteúdo 25 de Abril de 2016 às 13:44

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O movimento do comércio brasileiro recuou 7,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Em março, a atividade do varejo recuou 5,4% em relação ao mesmo mês de 2015.

O resultado do mês passado marca um novo recorde negativo na série histórica, iniciada em 2010, de acordo com a Boa Vista. O movimento do comércio está em trajetória de queda desde julho de 2015.

"Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado são os principais motivos deste cenário", de acordo com nota divulgada pela Boa Vista SCPC.

Para 2016, o cenário continua desafiador, com tendência de manutenção da queda, ainda de acordo com a Boa Vista.

Nos últimos 12 meses terminados em março, o movimento do comércio varejista encolheu 4,5%, 0,3 ponto porcentual a mais do que o registrado nos 12 meses encerrados em fevereiro.

Na comparação realizada com ajuste sazonal, março apresentou elevação de 0,3% nas vendas em relação a fevereiro deste ano.

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Na comparação de março com o mês anterior, o setor de móveis e eletrodomésticos apresentou queda de 0,6% (dados com ajuste sazonal) e, em 12 meses, de 7,7%. O de tecidos, vestuário e calçados registrou queda de 0,7% no mês e de 5,6% em 12 meses.

O setor de supermercados, alimentos e bebidas subiu 1,1% no mês e retraiu 3,5% em 12 meses. O de combustíveis e lubrificantes apresentou elevação de 0,2% no mês, mas na variação acumulada em 12 meses houve queda de 4%.

O indicador de movimento do comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do varejo. As séries têm como ano base a média de 2011 (base 100), e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.

 

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Foto: Karina Lignelli