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"Mercosul quer trocar ofertas com União Europeia até março"


Expectativa é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho. Negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990


  Por Agência Brasil 04 de Janeiro de 2016 às 20:23

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, disse nesta segunda-feira (04/01) que o Brasil espera que a troca de ofertas do acordo entre Mercosul e União Europeia ocorra até março deste ano.

“Sinalizamos aos europeus que gostaríamos de tê-las trocado em 2015. Agora, queremos trocar no máximo até o primeiro trimestre”, afirmou Godinho, em entrevista para comentar os resultados da balança comercial de 2015. Segundo Godinho, a conclusão do acordo, próximo passo após a troca de ofertas, também pode ser neste ano.

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As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente.

No ano passado, o diálogo foi retomado e os dois blocos chegaram a marcar a troca de ofertas para o último trimestre do ano passado, o que acabou não acontecendo. Daniel Godinho disse que a questão, agora, depende dos europeus.

O secretário de Comércio Exterior destacou o empenho do governo nos acordos comerciais em 2015 e citou como exemplo o acordo automotivo com o México.

Segundo Godinho, isso deve continuar em 2016, com implementação de mais ações previstas no Plano Nacional de Exportações.

De acordo com o secretário, o país pretende firmar um acordo amplo com o México, além do automotivo, incluindo investimentos, serviços, compras governamentais e propriedade intelectual.

“Já realizamos a troca de ofertas inicial com o México, e o prazo previsto para a conclusão é o mês de julho”, informou Godinho. O Brasil pode negociar também com o Canadá, acrescentou o secretário.

“Há intenção de iniciar um processo negociador com o Canadá, já abrimos consulta pública”, disse Godinho. Ele apontou como outra opção a Efta [Associação Europeia de Livre Comércio], bloco econômico europeu que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

FOTO: Arquivo/Elza Fiuza/Agência Brasil