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Mercado imobiliário volta a crescer após 3 anos de recuo


As vendas de imóveis atingiram 23,6 mil unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016, de acordo com o Secovi-SP


  Por Estadão Conteúdo 20 de Fevereiro de 2018 às 13:07

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Após três anos consecutivos em baixa, o mercado imobiliário da cidade de São Paulo voltou a crescer no ano passado.

As vendas de imóveis atingiram 23,6 mil unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016. Os lançamentos de novos projetos totalizaram 28,6 mil unidades, aumento de 48%, e R$ 13,8 bilhões em valor geral de vendas (VGV), avanço de 29%.

A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (20/02), pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e considera apenas os imóveis residenciais novos.

O avanço dos lançamentos e das vendas ficou bem acima da projeção inicial divulgada pela instituição no início de 2017, que apontava para um crescimento de 5% a 10% no ano.

O mercado na capital paulista chegou a uma inflexão após três anos marcados por uma forte retração.

As vendas na cidade caíram de 33,3 mil unidades (2013) para 21,6 mil (2014), 20,1 mil (2015) e 16,0 mil (2016). Por sua vez, os lançamentos recuaram de 34,2 mil (2013) para 34,0 mil (2014), 23,0 mil (2015) e 17,6 mil (2016).

Com isso, o setor registrou, em 2016, a menor quantidade de vendas e lançamentos da série histórica, iniciada em 2004.

"Os números do mercado imobiliário em 2017 nos surpreenderam", diz o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary.

O executivo atribuiu o forte crescimento do setor à recuperação da economia brasileira, com redução dos juros e estabilidade no nível de empregos, ajudando a recompor parcialmente a confiança de consumidores.

"Houve uma melhora do cenário macroeconômico. Vemos nos plantões de venda a percepção de melhora entre os consumidores e o aumento da confiança em assinar o cheque", comentou.

Amary também disse que parte significativa dos novos projetos está relacionada ao crescimento do Minha Casa Minha Vida, que tem demanda mais aquecida e boas condições de crédito. O programa habitacional foi responsável por 4,1 lançamentos em São Paulo em 2016, ou 23% do total. Já em 2017, essa participação subiu para 10,3 mil unidades, 36% do total.

O presidente do Secovi-SP observou ainda que o preço das moradias, em geral, não tem subido no mesmo ritmo do reaquecimento do mercado.

"Os preços ainda não estão acompanhando a recuperação, eles seguem estáveis. Algumas regiões têm os mesmos preços de meses ou até anos atrás. Essa conjunção toda faz com que o momento seja propício para a aquisição de imóveis".

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