Negócios

Melhora o nível de estoque do varejo


Levantamento da FecomercioSP mostra que o comerciante está se adequando ao ritmo das vendas, prejudicadas pela crise


  Por Estadão Conteúdo 19 de Junho de 2017 às 19:35

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O número de empresários varejistas que consideram o nível de seus estoques adequados subiu para 54,2% em junho, de 52,7% em maio, informou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Essa é a segunda alta mensal consecutiva e o melhor resultado desde 2015 (57,9%). 

Mas a instituição destaca que essa parcela ainda é inferior ao histórico anterior a 2015, quando a média era de 60%. Frente a junho de 2016, o aumento foi de 7,3 pontos porcentuais.

Assim, o Índice de Adequação de Estoques subiu 2,7% em junho em relação a maio. O avanço no mês, porém, não é tão animador, pois foi impulsionada pelo maior número de comerciantes que consideraram que o nível de seus estoques está abaixo do adequado, enquanto houve estabilidade (0,1%) de avaliações de estoques acima do adequado.

"A proporção de empresários com excesso de produtos nas prateleiras tem se mantido um pouco acima do esperado e, com o ritmo da recuperação muito lento, dificilmente haverá alterações significativas no curto prazo", afirmou a assessoria econômica da FecomercioSP em nota. 

A entidade pondera que os estoques continuam em patamares melhores do que no passado recente, mas aquém do desejável para uma economia em sua plenitude, algo que, segundo a FecomercioSP, ainda não ocorreu.

Ainda segundo a assessoria econômica da instituição, a economia dá sinais de recuperação, o que garante algum fôlego aos empresários, mas, por outro lado, os prognósticos pioraram nas últimas semanas por causa da crise política. 

Com isso, a Federação projeta que o ajuste de estoques também tende a andar um pouco para trás ou, no máximo, estabilizar-se, como visto neste mês. "De lá para cá, a situação melhorou, mas os resquícios ainda trazem incertezas", disse em nota.

IMAGEM: Thinkstock





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