Negócios

Mão de obra qualificada é problema no mercado pet


O Sebrae dá dicas para quem quer abrir uma empresa neste segmento. Gostar dos bichinhos não basta, é preciso estar atento às novidades


  Por Agência Sebrae 13 de Janeiro de 2020 às 12:16

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


É fácil observar que atualmente os bichinhos são considerados parte da família e passam por uma espécie de “humanização”. Além dos cuidados com saúde e higiene, os pets têm recebido cuidados especiais em relação à alimentação e vestuário, sem contar os mimos que envolvem brinquedos e acessórios.

Essa grande diversidade de produtos e serviços relacionados aos animais de estimação tem gerado o constante crescimento do setor. Além disso, segundo pesquisa realizada em 2018 pelo IBGE, o Brasil possui mais de 132 milhões de animais de estimação, ocupando a segunda posição mundial.

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Com o aquecimento do mercado pet, a expectativa de faturamento para 2020 está em torno de 20 bilhões de reais.

Ivan Ferreira dos Santos, 34 anos, começou a investir no segmento pet como microempresário há dois anos e meio. Ele trabalhou como funcionário por muito anos em pets shops em Belo Horizonte, onde adquiriu experiência para cuidar de animais.

“Eu já tinha desistido da área, mas surgiu a oportunidade de adquirir uma loja e eu resolvi investir com a ajuda da minha esposa e irmãos”, contou.

A primeira loja, Mimos Pet, funciona no Ipiranga e, com apenas seis meses de funcionamento, precisou ser ampliada por causa do aumento da demanda.

Recentemente, ele abriu a segunda loja, Patrulha Canina, no bairro Fernão Dias, onde a esposa é a responsável pelo novo negócio.

Com os bons resultados, também faz planos para abrir uma loja virtual com produtos para animais. “As pessoas acham que é fácil, mas o segredo do sucesso é muita dedicação e persistência”, destacou.

Para enfrentar as dificuldades iniciais, ele buscou a ajuda de quem já atuava no setor e amigos. Também buscou orientações do Sebrae sobre registro e patentes. Atualmente ele emprega 14 funcionários ao todo e pretende contratar mais dois no ano que vem para não sobrecarregar a equipe.

DICAS DO SEBRAE

O segmento de lojas de animais e pet shops está em constante evolução e os donos de pequenos negócios precisam se adaptar às novas tendências e inovações para não sofrerem com a concorrência. O Sebrae criou um espaço em seu site com dicas para diferentes segments de negócios, entre eles para quem quer montar uma loja para pet.

Gostar de animais é um dos requisitos para compor uma boa equipe, mas é preciso contratar profissionais que sejam qualificados e principalmente com competências específicas para o negócio.

No caso do Ivan, a falta de mão de obra qualificada ainda é umas das maiores dificuldades enfrentadas. O empreendedor no segmento de pet shops também deve se ater às exigências das regulamentações referentes a instalação de lojas de animais pois, dependendo dos serviços e produtos oferecidos, é exigido um médico veterinário, com responsável técnico no estabelecimento.

 

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IMAGEM: Thinkstock