Negócios

Mais de 170 mil MEIs faturam com marmitas


São milhões de pessoas buscando o desejo de ser dono do próprio negócio. Abrir o próprio negócio é o quarto sonho do brasileiro, depois de ter a casa própria, viajar pelo Brasil e comprar o carro


  Por Agência Sebrae 15 de Janeiro de 2020 às 10:11

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Os primeiros meses do ano são, tradicionalmente, o período no qual grande parte das pessoas resolve colocar em prática novos sonhos e projetos. Isso explica o fato de que esse período do ano concentra o maior volume de abertura de novas empresas no Brasil. São milhões de pessoas buscando tirar do papel uma ideia e transformar em realidade o desejo de ser dono do próprio negócio. Segundo a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), abrir o próprio negócio é o quarto sonho do brasileiro, depois de ter a casa própria, viajar pelo Brasil e comprar o carro.

Entre os segmentos mais procurados pelos potenciais empreendedores, estão loja virtual, pet shop, beleza, turismo, moda, marmita, restaurante, reciclagem, consultório de pedagogia e consultoria. Para incentivar e inspirar os futuros empresários, uma série de matérias conta a trajetória de donos de pequenos negócios que conquistaram seu espaço nesses dez segmentos. Hoje é a vez da comida fora de domicílio, como as marmitas.

Foco, qualidade e horário

Foco e buscar apresentar sempre o que há de melhor. Esses são os conselhos para quem quer ter sucesso no negócio de marmitaria, segundo Zenaide Francisca Alves, que atuou por 30 anos no segmento, primeiro na informalidade e depois como Microempreendedora Individual (MEI).

“O segredo é focar em um certo número de pessoas para, em seguida, pegar novos clientes”, explica Zenaide, que tem em uma fábrica em Recife, onde mora, sua principal compradora. “O horário também é muito importante para que o negócio dê certo, assim como a variedade do cardápio e a qualidade da comida”, ensina a empreendedora, contando orgulhosa que o trabalho com marmita ajudou a formar sua filha. “Há 30 anos só me dediquei a isso”.

Acompanhamento

Um setor com forte concorrência, mas sem muitas barreiras de entrada a novos competidores, assim é o negócio de fornecer marmitas. De acordo com dados da Receita Federal e do Portal do Empreendedor, a atividade de “fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar” passou do nono lugar em 2014 para o sexto lugar em 2017, alcançando um crescimento de 22,5% neste período. Atualmente são aproximadamente 172 mil MEIs registrados nessa área, que compreende a preparação de refeições ou pratos cozidos, inclusive congelados, entregues ou servidos em domicílio, como entrega de marmitas.

A maioria dos consumidores desse segmento situa-se em áreas que apresentam grande concentração de escritórios, lojas, consultórios e serviços públicos. Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Além disso, vender refeição em domicílio é o tipo de negócio que exige o acompanhamento constante do empreendedor junto ao processo produtivo. A administração rigorosa da cozinha, em busca de qualidade e economia, garante o padrão de desempenho desejável. Alguns temperos diferenciados também agregam valor ao produto, sem elevar os custos. Além disso, o empresário deve sempre fazer o atendimento pessoal dos clientes, um dos modos mais seguros de fidelizar a clientela.

Uma outra sugestão é variar permanentemente o cardápio. A preparação de pratos congelados também constitui uma boa opção para incrementar a receita do estabelecimento. Para viabilizar esta linha de negócio, o empreendedor pode desenvolver parcerias com canais de distribuição do varejo como supermercados e lojas de conveniência.

FOTO: Pixabay