Negócios

Loja container vira tendência no interior paulista


Versatilidade, aluguel mais barato, e manutenção simples são alguns dos benefícios que o conceito oferece ao varejo. São Carlos e Piracicaba são algumas das cidades com a novidade


  Por Mariana Missiaggia 18 de Abril de 2016 às 13:00

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


A instabilidade econômica que o país atravessa motiva a busca de alternativas para empresários que estão em busca do melhor relação custo e benefício.

Escolher um ponto comercial, encontrar o imóvel adequado, reformar o espaço, e ainda custear a alta dos alugueis pode ser um verdadeiro pesadelo para quem deseja expandir o negócio, ou para quem quer começar do zero.

Com 120 lojas no Brasil, a Domino´s é considerada a maior rede de pizzaria delivery do mundo, e tem um investimento inicial de R$ 695 mil para a abertura de uma loja com 120 metros quadrados.

Esse valor fez com que um dos franqueados da marca se atentasse para um novo formato de loja a fim de reduzir custos.

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“Com três franquias da marca na capital, nosso franqueado queria expandir o negócio paro interior com melhores condições”, diz Edwin Junior, gestor da rede no Brasil.

LOJA CONTAINER DA REDE DOMINO´S

À procura por um novo endereço, em Americana, a 126 quilômetros de São Paulo, o franqueado se surpreendeu ao deparar com uma locação inusitada – a loja container.

Com propostas que se adequam ao comércio de rua, shopping e galeria, o formato pode ser adaptado para todo o tipo de negócio.

Além do baixo custo de produção em relação a uma loja convencional, o container possui uma durabilidade de cerca de 90 anos, com prazo de entrega curto, fácil manutenção, é ecologicamente correto, e pode ser deslocado para outros pontos.

 “Quando ele nos apresentou o projeto percebemos que de fato, se tratava de algo interessante, e autorizamos a primeira loja container do mundo da rede Domino´s”, diz. 

JUNIOR, DA DOMINO´S: FORMATO ECONOMIZA R$ 3 MIL POR MÊS EM ALUGUEL

Em menos de um ano, a marca já se prepara para inaugurar a quarta unidade com esse formato (São Carlos, Americana, Piracicaba e João Pessoa).

Além da agilidade que o container proporciona em relação a uma obra, Junior aponta que a grande vantagem é arcar com o aluguel do terreno em vez de pagar por um imóvel – até R$ 3 mil mais barato por mês. “Afinal, alugar um terreno vazio é bem mais barato do que alugar um terreno edificado.”

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Junior destaca que a substituição das lojas de alvenaria pela loja container, além de baratear a manutenção, pode representar uma economia de até R$ 180 mil em cinco anos, quase 25% do investimento inicial.

A novidade possui as mesmas instalações de um estabelecimento convencional, só que dentro de uma grande caixa metálica. A única diferença é a necessidade de realizar um reforço no solo para receber a estrutura.

MODELO ENXUTO

INTERIOR DA LOJA CONTAINER

Na contramão da crise, a rede Madero acredita que investir seja a melhor estratégia para crescer. Tradicionalmente, os restaurantes da marca possuem aproximadamente 500 metros quadrados, com capacidade de atender 180 clientes. Formatos dessa dimensão demandam um investimento da ordem de R$ 4,5 milhões. 

Em momento de grande expansão, com 63 restaurantes e uma fábrica de cinco mil metros quadrados em Ponta Grossa (PR), que abastece todas as unidades da rede no Brasil, a rede faturou R$ 334,5 milhões, em 2015.

No ano passado, eles apostaram na loja container para estar presente em grandes rodovias e cidades brasileiras com a intenção de reduzir custo e criar uma loja que atraente em meio à paisagem, com um clima industrial.

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A novidade permitiu um custo de instalação de R$ 1,5 milhão, de acordo com Rafael Mello, diretor de operações do Madero. Com opões práticas (sanduíches e petiscos) para os viajantes, o formato apresenta uma operação mais enxuta em relação ao formato tradicional.

A rede já contabiliza 17 lojas container espalhadas pelo interior do Estado, como Lorena, Roseira, e Taubaté (na foto principal), além de outras cidades do Sul. 

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