Negócios

Ligeira queda do desemprego puxa alta do foodservice no 1º trimestre


Crescimento do setor de alimentação fora do lar ficou em 5% nos primeiros três meses do ano. Já o faturamento estimado é de R$ 230 bilhões, segundo pesquisa Crest realizada pela GS&NPD


  Por Redação DC 02 de Julho de 2019 às 16:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O setor de alimentação fora do lar - ou foodservice - é um dos mercados de consumo mais relevantes do país, com faturamento estimado em R$ 230 bilhões e mais de 14 bilhões de visitas aos restaurantes em 2018 no Brasil.

O segmento é um dos que apresenta maior crescimento e já representa 34% dos gastos com alimentos dos lares brasileiros – e os restaurantes deram sinais de recuperação no primeiro trimestre.  

Dados da pesquisa de monitoramento do foodservice brasileiro CREST®, realizada pela GS&NPD no Brasil, o gasto do consumidor brasileiro em alimentação fora do lar cresceu 5% na comparação com o mesmo período de 2018.  

LEIA MAIS:E bota caloria na guerra do fast food

Esta recuperação, ainda que tímida, vem se mantendo desde o 3º trimestre de 2018, tendo sido mais forte neste trimestre do que nos anteriores. O ticket médio do setor cresceu 1%, o que demonstra que cenário está mais otimista do que o observado no início do ano passado. 

O setor é um dos principais indicadores do estado da economia, já que depende de quatro variáveis econômicas: emprego, massa salarial, disponibilidade de renda (inflação) e confiança do consumidor. Dentre esses fatores, destaca-se o nível de desemprego e, consequentemente, a taxa de desemprego.

A maioria dos consumidores do foodservice se declara “ocupado” (81%) na pesquisa CREST®, indicando que aqueles que estão desempregados (7%) preferem economizar. 

Consequentemente, a taxa de desemprego tem alta correlação com o desempenho do setor, de modo que à medida que a taxa de desemprego aumenta, o foodservice se retrai, e vice-versa. No primeiro trimestre de 2019, a retração de -3% na taxa de desemprego foi simultânea ao crescimento de +4% nas visitas do foodservice.

Este reaquecimento favoreceu especialmente as refeições realizadas em dias úteis, que são os principais momentos em que os trabalhadores estão fora de casa. Hoje, os dias úteis (segunda a sexta) representam 70% das refeições preparadas fora do lar, e cresceram 8% no primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano anterior - significando um aumento de aproximadamente 3,5 bilhões de refeições somente nos dias da semana.

Os dados indicam ainda que metade das visitas realizadas durante a semana se divide entre almoço ou lanche da tarde, confirmando a vocação de atender à pessoa que trabalha ou está fora de casa durante o dia. Quase 50% destas visitas são individuais e/ou são realizadas fora do restaurante (via delivery ou refeições “para viagem”).

“O comportamento do consumidor, associado às principais variáveis econômicas, constitui hoje o principal termômetro para entender e se posicionar no foodservice brasileiro, um mercado jovem e em constante desenvolvimento”, afirma Volia Simões, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo GS& Gouvêa de Souza.  

O Grupo GS& Gouvêa de Souza têm estudos que monitoram o Foodservice, tanto da perspectiva do comportamento do consumidor, quanto no comportamento de compra de restaurantes e transformadores, sendo líder em prover informações relevantes para o segmento.

O estudo CREST® provém de um monitoramento online e contínuo com 72 mil respondentes ao ano que reportam todas as informações sobre as refeições realizadas fora de casa em um dia. São analisadas todas as regiões e classes sociais, projetados pela população brasileira, de modo a representar a totalidade do foodservice.

FOTO: Arquivo DC