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Kiabi encerra operações no Brasil até o fim do mês


Com a justificativa do 'contexto internacional difícil', rede francesa já desativou o e-commerce e liquida produtos das lojas físicas com 50% de desconto até 31 de janeiro ou até limpar os estoques


  Por Redação DC 02 de Janeiro de 2020 às 13:29

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Kiabi, marca francesa de fast fashion, informou em nota que encerrará suas operações no Brasil, onde optou por estabelecer duas lojas em 2018.

As lojas, nos shoppings Ibirapuera e West Plaza, em São Paulo, funcionarão normalmente até o dia 31 de janeiro. A partir de hoje (02/01/2020), não será mais possível comprar pelo e-commerce.

Em um contexto internacional difícil, em que o mercado de moda tem sido impactado fortemente por crises sociais, econômicas e ambientais, a liderança da marca na França optou por consolidar suas posições de mercado e seus investimentos nos países em que está presente há mais tempo e alavancar seu crescimento nesses locais, afirmou.

No comunicado, a Kiabi Brasil também agradeceu a equipe de colaboradores e parceiros, "que durante todo este período foram extremamente comprometidos, dedicados e engajados com o sucesso desse projeto." A marca também disse ser "muito grata a todos os clientes que escolheram vestir-se de Kiabi."

A partir desta quinta-feira (2/1), as lojas físicas estarão em liquidação com 50% de desconto a partir da compra de duas peças. Os descontos podem aumentar a partir da segunda quinzena de janeiro, de acordo com as necessidades da marca de liquidar os estoques, até o fechamento das lojas.

Com mais de 500 lojas na Europa, a Kiabi faz parte do grupo Mulliez – dono das redes Leroy Merlin e Decathlon - e recebeu um investimento de R$ 200 milhões quando chegou ao Brasil. 

Vice-líder do setor de vestuário francês, com receita anual de 2 bilhões de euros, a rede planejava chegar a 40 unidades aqui no país em cinco anos, para competir diretamente com a C&A, Renner e Riachuelo, e porque não, a internacionais Forever 21 e a Zara, mas o plano não se concretizou.

FOTO: Divulgação