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Indicador de vendas da Mastercard tem alta de 3,3% em agosto


Os setores de supermercados, artigos farmacêuticos, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos cresceram acima das vendas totais


  Por Estadão Conteúdo 02 de Outubro de 2017 às 12:50

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As vendas totais no varejo brasileiro (excluídas as vendas de automóveis e materiais de construção) cresceram 3,3% em agosto na comparação com igual mês de 2016, o quarto avanço consecutivo, de acordo o indicador SpendingPulse, da Mastercard.

Na média, houve expansão de 3% nos últimos três meses ante o mesmo período do ano passado, expansão maior do que a observada no segundo trimestre, de 1,1%.

O economista-chefe da Mastercard Advisors no Brasil, César Fukushima, diz que a perspectiva é a de se manter uma melhora gradual no comércio varejista nos próximos meses, citando a tendência de queda do desemprego, gerando sutil melhora no crescimento da massa salarial, e o aumento na concessão de crédito.

"Por mais que a confiança do consumidor tenha finalmente melhorado após quatro quedas consecutivas, há uma pequena incerteza no cenário conjuntural. No entanto, é importante pontuar que o consumidor melhora de forma gradativa sua percepção do ambiente econômico."

Os setores de supermercados e artigos farmacêuticos tiveram desempenho superior ao indicador total de agosto, assim como materiais de construção e móveis e eletrodomésticos, que, ressalta a Mastercard, são categorias dependentes de crédito. Por outro lado, os setores de artigos de uso pessoal e doméstico, vestuários e combustíveis tiveram desempenho abaixo da média de 3,3%.

O setor de e-commerce subiu 19,2% no mês, mantendo, segundo a instituição, o crescimento robusto e perene.

Na semana do Dia dos Pais, quarta data comemorativa mais importante para o varejo, houve aumento de 2,6% perante o mesmo período de 2016.

Por regiões, o principal destaque foi o sul do país, que avançou 4,5%, enquanto, no sudeste, o crescimento foi de 3,5% e, no Norte, houve alta de 3,3%. As regiões nordeste e centro-oeste tiveram crescimentos menores, de 2,6% e 0,5%, respectivamente.

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