Negócios

Indicador de compra revela recessão entre empresas de serviços


Hotéis e restaurantes lideram as maiores quedas entre as seis categorias do setor cobertas pela pesquisa da Markit


  Por Estadão Conteúdo 04 de Setembro de 2015 às 21:09

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de Serviços no Brasil subiu de 39,1 em julho para 44,8 em agosto, atingindo o maior nível em cinco meses, segundo pesquisa da Markit.

Com isso, o PMI composto, que considera também a atividade no setor industrial, avançou de 40,8 em julho para 44,8 em agosto. Apesar da melhora, os índices continuam abaixo de 50 pontos, o que indica contração da atividade.

Todas as seis categorias do setor de serviços cobertas pela pesquisa tiveram contração em agosto. A queda mais acentuada foi em Hotéis e Restaurantes, seguida por Correios e Telecomunicações. A categoria Outros Serviços registrou o declínio mais suave.

O volume de novos negócios no setor de serviços diminuiu pelo sexto mês consecutivo em agosto. O nível de emprego continuou a cair, embora em um ritmo mais lento do que em julho.

Os entrevistados apontam que essas demissões são uma forma de controlar custos. Enquanto isso, o ritmo de alta nos preços de insumo acelerou em julho, em meio ao avanço do dólar. E com os repasses de preços, a inflação ao consumidor também ganhou força.

As expectativas dos gerentes do setor de serviços para os próximos 12 meses continuaram positivas, embora tenham caído um pouco ante julho. Os entrevistados citam a projeção de melhora nas condições de mercado, intervenção do governo e obtenção de novos contratos como motivos desse otimismo.

"Embora a queda no setor de serviços tenha mostrado sinais de enfraquecimento, a atividade, o volume de novos pedidos e o nível de emprego caíram em ritmo acentuado. As condições adversas que o país enfrenta incluem encarecimento do crédito, situação econômica difícil, inflação elevada e desvalorização da moeda", diz no relatório a economista da Markit Pollyana de Lima.

IMAGEM: Thinkstock