Negócios

iFood anuncia expansão e mil novas vagas


Segundo a empresa, as principais áreas de contratação serão nos departamentos comercial e de tecnologia


  Por Estadão Conteúdo 05 de Fevereiro de 2019 às 10:45

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O aplicativo de entrega de refeições iFood quer colocar comida na mesa de mais brasileiros este ano. Hoje presente em 483 municípios do País, a startup pretende chegar a "milhares de cidades" em 2019, de acordo com Carlos Moyses, presidente executivo da empresa.
 
CARLOS MOYSES, O PRESIDENTE
Para garantir esse crescimento, a companhia anunciou que pretende abrir mil vagas até o fim do ano -hoje, tem 1,4 mil pessoas trabalhando no Brasil, incluindo 650 contratadas nos últimos três meses.
 
LEIA MAIS: Cartão de crédito é mais usado para pagar comida e remédios

Segundo o executivo, as principais áreas de contratação serão nos departamentos comercial e de tecnologia. "Vamos investir em inteligência artificial, novas funções e melhoria na logística", disse Moyses. "Vamos melhorar o sistema de rotas para os entregadores -assim eles conseguem ser mais eficientes e os pedidos chegam mais rápido para os clientes." 

Outra área em que a empresa pretende avançar é a de pagamentos pelo aplicativo. Se for bem-sucedida, conseguirá faturar mais por participar das transações, ao mesmo tempo em que reduz o uso de maquininhas de cartão. 

Os recursos para a expansão virão do aporte de US$ 500 milhões recebido pela empresa em outubro -o maior para uma startup da América Latina. Na ocasião, o iFood virou um unicórnio (startup avaliada acima de US$ 1 bilhão). 

LEIA MAIS: Delivery é para todo tipo de negócio?

Não é o único número superlativo recente na trajetória da empresa: em janeiro, o aplicativo teve 14,1 milhões de pedidos no País. Ao todo, a empresa tem hoje 55 mil restaurantes e 10,8 milhões de usuários em sua base por aqui. Também opera no México e na Colômbia.

Para Moyses, não assusta o surgimento de competidores no mercado nacional. Além do Uber Eats, que rivaliza com o iFood para clientes de renda mais alta desde o fim de 2016, há também os apps de entrega de comida Rappi e Glovo, além dos serviços de delivery ofertados pelos próprios restaurantes. 

O mercado de delivery está em expansão: segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor movimentou R$ 11 bilhões em 2018.
 
"Nosso foco está em mudar hábitos", diz o executivo do iFood. Se depender dele, ninguém mais vai "esquentar a barriga" no fogão ou queimar a mão cozinhando. "Meu maior competidor ainda é o fogão."