Negócios

Horário ampliado puxa vendas do comércio paulistano


Na 1ª quinzena de julho, permissão de funcionar por seis horas diárias a partir do último dia 6 ajudou o movimento a subir 19%, em média, de acordo com o Balanço de Vendas da ACSP


  Por Karina Lignelli 17 de Julho de 2020 às 11:00

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


A flexibilização da capital paulista para a fase amarela do Plano São Paulo, no último dia 6, ajudou a puxar as vendas do comércio paulistano na primeira quinzena de julho.  

Com a liberação da abertura de academias e a ampliação do horário de funcionamento do comércio de rua e shoppings por duas horas a mais, ou seja, por seis horas diárias, o movimento médio aumentou 19% ante igual período de junho. Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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Pelo levantamento, as vendas a prazo tiveram alta de 23,1% Já o movimento de vendas à vista cresceu 14,9%, na mesma base de comparação.

Com a extensão do horário, gradativamente o consumidor têm voltado às compras, segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP. Principalmente em alguns setores que têm se beneficiado da própria conjuntura e do trabalho remoto, como os de móveis, utensílios domésticos e tecnologia.

Na comparação anual, a recuperação das vendas do comércio ainda está muito distante: a queda média na primeira quinzena de julho, comparada a igual mês de 2019, ficou em 58,3%. No movimento de vendas a prazo, o recuo foi de 40,3%. Já as vendas à vista registraram um tombo ainda maior: 76,3%.

Com forte queda de 41,6% entre janeiro e maio (dados do SinditêxtilSP/ABIT), as vendas de vestuário também tiveram uma ligeira melhora na primeira quinzena, diz o economista.

Mas influenciaram o resultado ainda negativo das vendas do comércio na comparação anual. “Uma melhora significativa depende de mais gente circulando, olhando vitrines, já que compra por impulso é muito importante para o setor. Então, então ele é um dos que devem demorar a retomar”, conclui. 

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.

FOTO: Karina Lignelli





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