Negócios

GM estuda cancelar investimentos de R$ 6,5 bilhões no Brasil


Dan Ammann, presidente mundial da companhia, teme que o país continue com a economia paralisada


  Por Estadão Conteúdo 21 de Fevereiro de 2016 às 10:04

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A General Motors pode rever seu plano de investimento de R$ 6,5 bilhões no Brasil, anunciado em julho passado, e com previsão de se estender até 2019.

Dan Ammann, presidente mundial da empresa, teme que o país continue com a economia paralisada, o que impedirá a reação do mercado automobilístico nos próximos anos.

"Tenho esperança de ver sinais de avanços políticos e econômicos nos próximos 6 a 12 meses, o que vai nos permitir seguir o curso do investimento planejado." Do contrário, "vamos reavaliar", afirma ele.

Número dois no comando da GM global - ele se reporta à executiva Mary Barra -, Ammann esteve no país na terça-feira e na quarta-feira para ver o andamento de novos projetos.

Em entrevista ao Estadão, mostrou-se bastante preocupado com a situação local. "Estamos aqui há 91 anos e estamos acostumados com ciclos de altas e baixas no Brasil e na América do Sul, mas o que mais nos preocupa agora é que pode não haver solução nos próximos três anos."

Em julho de 2015, Ammann esteve com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, e anunciou o aporte de R$ 6,5 bilhões, boa parte para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

Na época, o mercado automobilístico como um todo já registrava queda de vendas na casa dos 20%. Mas, de lá para cá, o cenário piorou.

Os negócios caíram 26,6% em relação a 2014. Fábricas suspenderam a produção várias vezes e reduziram o quadro de pessoal em 14,7 mil trabalhadores. Este ano, o mercado começou com nova queda de quase 40% nas vendas anualizadas em janeiro.

Para Ammann, o novo pacote de investimento só começará a ser efetivamente aplicado em 2017, o que dá tempo para avaliar seu cancelamento.

"Dividimos nossas responsabilidades com os acionistas e qualquer investimento tem de ser avaliado à luz de um retorno", diz Barry Engle, presidente da GM para a América do Sul.

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Imagem: Thinkstock






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