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Frio ameniza queda de vendas no varejo


Uma projeção inédita da ACSP mostra que as baixas temperaturas devem diminuir o recuo do comércio em quase 3 pontos percentuais ao término do inverno, em setembro


  Por Redação DC 23 de Junho de 2016 às 11:03

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A expectativa para o inverno de 2016 é de temperaturas mais baixas em comparação com os últimos anos. Isso poderá ajudar o desempenho de um setor do comércio varejista paulista: o de vestuário, tecidos e calçados. 

O frio não impedirá que o segmento saia da situação negativa que vem enfrentando desde o começo do ano, mas contribuirá para quedas menos acentuadas nas vendas. 

Ao término do inverno - em meados de setembro - o segmento apresentaria um recuo médio de 17,7% nas vendas no período acumulado de 12 meses, sem considerar o efeito da temperatura. Já quando é inserido o efeito-clima, a projeção é de uma diminuição de 14,8%, ou seja, de 2,9 pontos percentuais de diferença.

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“O frio é um elemento benéfico ao setor de vestuário, tecidos e calçados, pois ajuda a minimizar as quedas nas vendas, ajudando a combater um pouco os efeitos da crise”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Para Burti, a temperatura por si só não é capaz de alterar o desempenho do varejo como um todo. “A conjuntura ainda afeta muito o consumidor. O desemprego continua alto, a massa salarial está caindo e os juros seguem elevados”.

A conclusão faz parte de um dado inédito do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em números do IBGE, no Índice Nacional de Confiança (INC) da ACSP e em dados oficiais de temperatura no Estado de São Paulo.

Segundo a projeção, quando o fator-clima é levado em conta, percebe-se um arrefecimento das quedas do setor de vestuário, tecidos e calçados no Estado durante os próximos meses. 

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