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Franquias: mais lojas em 2015, mas queda real no faturamento


O crescimento nominal, de 8,3%, ficou abaixo do IPCA do ano, de 10,7%. A receita no ano atingiu R$ 139,593 bilhões


  Por Estadão Conteúdo 29 de Janeiro de 2016 às 10:55

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O setor de franquias apresentou queda real nas vendas em 2015, conforme os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Embora tenha havido crescimento no número de lojas, a entidade considera que algumas das aberturas do segundo semestre de 2015 não contribuíram significativamente para o faturamento do ano.

A entidade não divulga o faturamento ajustado à inflação, mas o crescimento nominal, de 8,3%, ficou abaixo do IPCA do ano, de 10,7%.

A receita no ano atingiu R$ 139,593 bilhões. Para 2016, a entidade espera um crescimento de 6% a 8% no faturamento.

Considerando a série histórica da ABF desde 2003, apenas em três anos o crescimento nominal ficou abaixo de dois dígitos: em 2004, e em 2014 e 2015.

Embora o aumento nominal da receita em 2015 tenha sido superior ao do ano anterior, quando o crescimento foi de 7,7%, naquele ano as vendas ainda superaram a inflação do período.

Houve abertura líquida de 12,7 mil lojas no ano, o que fez o número total de pontos de venda franqueados aumentar 10,1% ante 2014.

Para a presidente da ABF, Cristina Franco, o ano foi desafiador para o setor. "Não somos uma ilha e o franchising teve que trabalhar com controle de custos, negociações de aluguéis e melhorias logísticas", comentou.

A entidade mantém projeções consideradas conservadoras para 2016. A expectativa é de alta de 6% a 8% no faturamento real e de aumento de 10% no total de unidades.

Um dos fatores que contribuem para que o ritmo de crescimento do faturamento seja menor que o de abertura de lojas, segundo Cristina, é a maior participação de negócios de pequeno porte, as chamadas microfranquias. "As unidades que mais abrem são aquelas pequenas e de menor faturamento", avaliou.

SEGMENTOS

Os dados da ABF indicam um crescimento mais acelerado em segmentos como acessórios e calçados, lojas de conveniência e alimentação. Já os negócios de vestuário, informática, limpeza e construção ficaram com os resultados mais fracos.

No setor de Casa e Construção, o faturamento nominal das franquias caiu 2,3%. Em limpeza e conservação, houve alta de 3,8%. Comunicação, informática e eletrônicos registrou alta de 6,6% e vestuário, de 6,9%.

Já entre os maiores crescimentos, os acessórios pessoais e calçados subiram 12% enquanto outros negócios (que incluem lojas de conveniência) subiram 10,2%.

Segundo a pesquisa, o segmento de Acessórios Pessoais e Calçados foi o que mais cresceu no ano, com alta de 12% na receita na comparação com 2014. Outros tipos de varejo, como redes de conveniência, cresceram 10,2%. Já o segmento de alimentação registrou alta de 8,9%.

Considerando a série histórica da ABF desde 2003, apenas em três anos o crescimento nominal ficou abaixo de dois dígitos: em 2004, e em 2014 e 2015.

Embora o aumento nominal da receita em 2015 tenha sido superior ao do ano anterior, quando o crescimento foi de 7,7%, naquele ano as vendas ainda superaram a inflação do período.

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