Negócios

Faturamento das micro e pequenas paulistas recua mais de 20%


O resultado de janeiro foi o pior dos últimos 18 anos para o mesmo mês, segundo o Sebrae-SP


  Por Redação DC 10 de Março de 2016 às 14:30

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O faturamento real (descontada a inflação) das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo caiu 20,3% em janeiro, na comparação com igual mês de 2015. A informação faz parte da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada nesta quinta-feira (10/03). A receita total das MPEs foi R$ 40,4 bilhões no primeiro mês deste ano. 

Essa foi a 13ª queda consecutiva do indicador, considerando a base de comparação anual. Foi também a maior queda para o faturamento para um mês de janeiro desde o início da pesquisa, em 1998. 

O Sebrae-SP informou que a receita dos pequenos negócios foi mais uma vez fortemente afetada pela queda no consumo e no investimento, consequência da perda do poder de compra das famílias, aumento dos juros e baixa confiança das famílias e dos empresários.

Por setor, o maior recuo foi registrado pelas micro e pequenas empresas de serviços, que em janeiro registraram queda 25,5% no faturamento. Entre as indústrias o recuo foi de 20,7% e para as empresas do comércio, redução de 15,5%.

O desempenho fraco não poupou nenhuma região do Estado. No município de São Paulo, o faturamento das MPEs caiu 20,4% em janeiro de 2016 ante igual mês de 2015. Em igual comparação, as quedas foram de 22,3% na Região Metropolitana de São Paulo, de 20,5% no Grande ABC e de 18,4% no interior.  

“Os pequenos negócios e microempreendedores individuais (MEIs) estão agonizantes. Mais de um ano no vermelho. Além de perder quase R$ 11 bilhões de receita em janeiro, já não conseguem mais segurar o nível de emprego e de renda dos trabalhadores”, diz Paulo Skaf,  presidente do Sebrae-SP, 

Segundo ele, a perspectiva de retomada de crescimento está cada vez mais distante. “É preciso rapidamente mudar as circunstâncias que vem afetando seriamente o cenário macroeconômico. O Brasil não pode esperar”, diz.

O total de pessoal ocupado nas MPEs caiu 1,9% em janeiro deste ano ante igual mês do ano passado. No mesmo período, a folha de salários paga pelas MPEs encolheu 3,2% já descontada a inflação. Apenas o rendimento real dos empregados registrou aumento, de 2,6%, na mesma base de comparação.  

MEI

Os MEIs paulistas também tiveram desempenho ruim em janeiro, com queda de 27,8% no faturamento de janeiro, na comparação com igual período do ano passado. 

Aqueles que atuam na indústria tiveram recuo de 28,1% na receita; os do comércio registraram queda de 31,2% e os de serviços viram seu resultado cair 24,3%.   

O faturamento dos MEIs da Região Metropolitana sofreu uma diminuição de 34% e, no interior, a queda foi de 19,9%, de acordo com o levantamento do Sebrae-SP  

EXPECTATIVAS

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, os MEIs estão um pouco mais otimistas do que os donos de MPEs. Em fevereiro deste ano, 49% deles disseram esperar aumento no faturamento. Em fevereiro de 2015 eram 53%. Já os proprietários de MPEs que preveem melhora são 25%, ante 24% de um ano antes. 
 
Entre os donos de MPEs, 54% esperam estabilidade no faturamento. Em fevereiro de 2015 essa era a opinião de 58% deles. Para 34% dos MEIs, haverá estabilidade. Um ano antes eram 30%.   

Quando questionados sobre suas perspectivas para a economia, 41% dos proprietários de MPEs falam em manutenção no nível de atividade, ante 37% em fevereiro de 2015. Diminuiu a parcela dos que acreditam em piora, de 43% um ano antes para 33% em fevereiro de 2016. 

Para 35% dos MEIs, a atividade econômica ficará estável nos próximos seis meses ante 17% de um ano antes. Por sua vez, 31% falam em melhora (eram 24%) e a parcela dos creem em piora caiu de 55% em fevereiro de 2015 para 29% no mesmo mês deste ano.

FOTO: Thinkstock

 

 






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