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Faturamento da Black Friday vai ultrapassar R$ 1 bilhão


Até 18h de sexta-feira (27/11), a data promocional havia movimentado R$ 929 milhões –desempenho superior à de 2014, segundo levantamento da Clearsale em parceria com o Busca Descontos


  Por Karina Lignelli 27 de Novembro de 2015 às 19:01

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


Adeus cautela: se até agora o consumidor estava segurando os gastos, a Black Friday o fez mudar de ideia.

Até às 18h desta sexta-feira (27/11), a maior data promocional do varejo físico e virtual havia movimentado R$ 929 milhões, de acordo com o levantamento da Clearsale em parceria com o Busca Descontos, organizador oficial do Black Friday

O montante é 134% maior do que o registrado às 18h da data em 2014, quando o faturamento atingira vendas de R$ 872 milhões. 

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O número levantado até esse horário mostra que o resultado deve superar as projeções dos organizadores, que era de alta de 12,6% e R$ 978 milhões de faturamento para a edição 2015.    

Juliano Motta, diretor geral do Busca Descontos, diz que ainda não arrisca novas projeções até o fim do dia, mas considera que o consumidor ficou atento previamente às ofertas. Além disso, o varejo foi capaz de entregar boas promoções – apesar de ainda existirem casos isolados de maquiagem de preços, inclusive em grandes varejistas. 

“O consumidor sentiu que o seu dinheiro está sendo valorizado. O varejo ficou tão animado com os resultados que a promoção será prorrogada até o final deste sábado”, afirmou. Casas Bahia e Ponto Frio, por exemplo, já anunciaram que vão prorrogar as ofertas até amanhã. 

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Outro levantamento, da E-bit/Buscapé, que realiza um processo de coleta de dados em tempo real de 95% dos e-commerces brasileiros, também apurou um faturamento acima de R$ 1 bilhão na tarde desta sexta-feira – um registro próximo do R$ 1,16 bilhão de 2014 apurado pela consultoria.   

“O consumidor tem aproveitado as ofertas do dia para realizar compras de categorias como smartphones, eletrodomésticos e televisores. Podemos afirmar que a data novamente se consolidou de forma expressiva como o principal dia do e-commerce brasileiro”, afirma André Ricardo Dias, diretor executivo da E-bit/Buscapé.

E como o Busca Descontos havia sinalizado anteriormente, a ação continua na segunda, mas só no e-commerce, com a Cyber Monday. De acordo com Juliano Motta, a data, também oriunda do varejo norte americano, faturou mais que a Black Friday em 2014  - US$ 12 bi, ante US$ 10 bi da sexta-feira. 

Isso acontece, segundo ele, porque muitos que não têm oportunidade de comprar um dia depois do Thanksgiving, por isso deixam para aproveitar as ofertas pela internet na segunda-feira. Mas aqui o foco é incentivar ainda mais o e-commerce e as vendas por aplicativos.

Lojas como o Magazine Luiza a a Kanui (de materiais esportivos), por exemplo, darão frete grátis ou descontos acima de 10% para quem comprar dessa forma, afirma. Mas ainda não há nenhuma projeção para a data. “Seria irresponsável, já que é o primeiro ano da ação”, diz Motta.

FRAUDES EVITADAS     

Até o fim da tarde desta sexta-feira, outro levantamento mostra que mais de 635 mil pagamentos foram autenticados pela Clearsale, especialista em soluções antifraude e responsável por autenticar mais de 95% das transações online. 

Mas, onde há compradores, não podem faltar fraudadores, de acordo com o coordenador de projetos da Clearsale Gabriel Firer: só nesta sexta, foram evitados mais de R$ 3,4 milhões em perdas que seriam provocadas por esses fraudadores – com destaque para o Sudeste, onde o total de perdas evitadas ficou em mais de R$ 1,8 milhão. 

Isso também pode ser visualizado pelas categorias mais vendidas: eletrodomésticos (R$ 231,05 milhões), celulares e smartphones (R$ 197,99 milhões), eletrônicos (R$ 142,98 milhões), informática (R$ 93,19 milhões) e móveis (R$ 40,71 milhões).

Ainda de acordo com o levantamento, foram realizados 1.829.819 pedidos, com tíquete médio de R$ 507,79 no resultado parcial.  

“Os produtos mais visados são aqueles de alto valor e de mais fácil revenda como eletroeletrônicos”, afirma. “Já o artigo que teve mais tentativas de fraudes foi o celular, com mais de 905 mil”, completa. 

Segundo Firer, a Clearsale colocou 500 operadores a postos nessa ação para realizar análises mais aprofundadas – ou seja, manuais, se for necessário – para que o varejo e o consumidor tenham uma resposta rápida. 

Foto: Marco Ambrósio/Estadão Conteúdo