Negócios

Exportações e importações crescem em agosto


O destaque foi o setor de agropecuária que deu um salto de 54,1% nas exportações. Nas importações, a indústria extrativa puxou a alta


  Por Estadão Conteúdo 21 de Setembro de 2017 às 11:09

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O volume de exportações cresceu 15,7% em agosto, enquanto o volume importado aumentou 10,5%, na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo os dados do Indicador do Comércio Exterior - Icomex, divulgado nesta quinta-feira (21/9), pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O novo índice, que foi antecipado por meses pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), entrou no calendário mensal da FGV este ano.

O objetivo é contribuir para a avaliação do nível de atividade econômica do país, por meio da análise mais aprofundada dos resultados das importações e exportações.

Entre as exportações, houve um salto de 54,1% no setor de agropecuária, puxado pelo aumento do complexo da soja. Nas importações, o destaque foi o desempenho da indústria extrativa.

O volume importado de bens de capital registrou aumento de 5,3% em agosto ante o mesmo período do ano passado, após quedas superiores a 30% nos meses de junho e julho.

"É prematuro afirmar que há sinais de recuperação da taxa de investimento", ponderou Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

A pesquisadora observa que o bom desempenho da balança comercial em 2017 foi beneficiado pelo aumento do preço das commodities, um cenário internacional favorável e um câmbio que tem se mantido relativamente estável.

A FGV prevê que a balança tenha superávit ao redor de US$ 65 bilhões este ano.

"Para 2018, exceto o cenário favorável externo, os preços das commodities não deverão continuar subindo e o risco país que influencia o câmbio ficará dependente de avaliações das reformas prometidas e, principalmente das eleições presidenciais. Supondo, porém, que não haja grandes turbulências políticas e com a expectativa de um aumento na taxa de crescimento do PIB em relação a 2017, é esperado um aumento das importações e, logo, menor superávit comercial para 2018", informou a nota.

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