Negócios

'Exporta Zona Sul' aponta a rota do comércio global aos pequenos negócios


Organizado pela ACSP, CECiEx e Sebrae-SP, evento será realizado no próximo dia 6 de junho na Distrital Sul, em Santo Amaro. As inscrições estão abertas


  Por Karina Lignelli 04 de Junho de 2018 às 08:30

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


Do total de empresas exportadoras no Brasil, 38% são pequenos negócios, de acordo com estudo do Sebrae Nacional em parceria com o Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior).

Foram mais de 8 mil empresas que, em 2017, venderam para o mercado externo -uma alta de 12% comparada ao ano anterior, o recorde da série histórica. 

Cada vez mais negócios de pequeno e médio porte têm atuado no mercado global, mas ainda há muito espaço inexplorado por falta de informação.

Portanto, para desmistificar a ideia de que o comércio internacional é jogo apenas para as grandes empresas, a Distrital Sul da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realiza, no próximo dia 6 de junho, o "Exporta Zona Sul." 

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Organizado pela ACSP em parceria com o CECIEx (Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras) e o Sebrae-SP, o evento é destinado aos pequenos e médios empreendedores que já enxergam além das fronteiras mas ainda não participam do comércio internacional, afirma Rita Campagnoli, presidente do CECIEx e membro do Conselho Deliberativo da ACSP. 

"A ideia é mostrar que é possível, desde que eles tenham as ferramentas e o preparo técnico necessários para se colocarem nesse mercado." 

Na programação, o Sebrae-SP inicia mostrando os caminhos para exportar. Já a SP Negócios, vinculada à Prefeitura de São Paulo, fará um panorama sobre como se preparar para vender para o exterior. 

"Importante: a Prefeitura, po meio da SP Negócios, ampliará a preparação das empresas interessadas também após o evento, através de parceria da SP com o Peiex (Programa de Qualificação para Exportação da Apex Brasil) e a faculdade Fecap", afirma Rita. 

Ainda no Exporta Zona Sul, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) abordará a adequação dos produtos para vender globalmente, e os participantes também aprenderão a utilizar o Exporta Fácil, sistema de logística dos Correios.

Por último, o CECIEx ajudará a esclarecer os trâmites para exportar ou importar via tradings (empresas comerciais-exportadoras). 

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Esse, que é um projeto-piloto, deve ser replicado em outras distritais da ACSP com a mesma demanda nos próximos meses, segundo Rita, já que há uma grande quantidade de pequenos empresários que vêm iniciando suas exportações de forma gradativa, buscando no mercado externo uma janela de oportunidades e aprendizagem. 

"Como consequência, além da expansão de seus negócios, eles têm agregado cada vez mais valor às suas marcas", diz. "Essa é  uma janela que se abre não só para importar ou exportar, mas também para representação comercial ou até joint ventures", sinaliza.  

Ainda dá tempo de se inscrever para o 'Exporta Zona Sul': para participar, basta clicar aqui

COMÉRCIO EXTERIOR + ASSOCIATIVISMO 

A grande quantidade de pequenos e médios negócios, principalmente nas áreas metalúrgica, cosmética e farmacêutica, deu origem ao projeto-piloto na Distrital Sul da ACSP, a maior de todas.

Sua base abrange seis prefeituras regionais (Santo Amaro, Campo Limpo, Butantã, Capela do Socorro, Parelheiros e M'Boi Mirim) e uma população de 4 milhões de habitantes.

Mas, mesmo com muitas empresas ligadas à importação e exportação, ainda há pequenos empreendedores na região cientes que podem crescer dessa forma, mas ainda acreditam que os trâmites são difíceis e burocráticos, afirma Luiz Augusto Barbosa, diretor-superintendente da Distrital.

Além do networking, a ideia do Exporta Zona Sul, segundo ele, é treinar esses empreendedores para operar na área. "Não basta exportar ou importar: é preciso melhorar a qualidade dos produtos para aumentar a competitividade." 

Ao oferecer serviços como certificado de origem digital, além de acesso a outros serviços e parceiros, como o CECIEx, o diretor-superintendente acredita que o Exporta também será uma oportunidade para a Distrital de trazer novos associados e requalificar o seu cadastro já que, com a crise, muitas empresas reduziram custos ou fecharam. 

"Com o evento, a expectativa de adesão é de 60 a 80 associados imediatos - um incremento de 10% no total", diz.  

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Pequenos fabricantes fornecedores da indústria automotiva, donos de confecções e manufaturas, e até agricultores orgânicos do "cinturão verde da cidade", segundo Guto, são outros potenciais novos associados dentro da área de abrangência da Distrital, em prefeituras regionais como Capela do Socorro e Parelheiros, onde o evento deve ser replicado em breve.  

"Queremos atraí-los dentro do novo contexto da ACSP: atuar não só pelo comerciante, mas pelo empreendedor." 

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