Negócios

Empreendedoras têm entusiasmo para enfrentar o pessimismo


É o que diz Alencar Burti, presidente da Facesp e da ACSP, no 2º Congresso das Mulheres Empresárias


  Por Inês Godinho 18 de Setembro de 2015 às 18:40

  | Jornalista especialista em sustentabilidade e gestão, a editora atuou no Estadão, na Editora Abril e na Folha de S. Paulo


Para Alencar Burti, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) - entidades que organizam o 2º Congresso das Mulheres Empresárias - é necessário enfrentar o pessimismo que dominou o ambiente interno de negócios.

"Esta é uma missão que as mulheres sabem assumir, mantendo o entusiasmo e o otimismo na condução dos negócios e na vida da família", disse.

Desde a primeira edição, o congresso desempenhou um papel aglutinador para o engajamento de empresárias nas atividades das associações comerciais em todo o Estado de São Paulo, segundo Fádua Sleiman.

Coordenadora do Conselho da Mulher da Facesp e empresária na área de educação corporativa, Fádua estima um crescimento de 20% ao ano na filiação de mulheres às entidades. 

"Foram criados 15 Conselhos da Mulher em associações do Interior", disse. 

Segundo Fádua, os conselhos têm exercido o papel de porta de entrada das mulheres na vida associativa.

"Ao entrar em uma associação, as mulheres mostram que entendem a importância de fazer parte de uma rede forte, onde podem conhecer novas ferramentas e utilizar o network em favor dos seus negócios", afirmou a coordenadora.

LEIA MAIS: O papel das mulheres

ALENCAR BURTI DURANTE O EVENTO

A própria Fádua é um exemplo de empreendedora que soube aproveitar os benefícios do apoio oferecido pelas instituições setoriais. Sua empresa, Fenícia Educação, fundada  há 20 anos em Mogi das Cruzes, atua hoje em oito cidades paulistas.

Empresária experiente no setor do agronegócio, a coordenadora do Conselho da Mulher da ACSP, Marly Baruffaldi, percebe este crescimento, mas ressalta que o engajamento feminino precisa de um estímulo permanente.

"As mulheres são mais resistentes a participar do associativismo", avalia. 

Atualmente, todas as 15 distritais da capital paulista contam com Conselhos da Mulher atuantes.

"As mulheres ocuparam espaço em todos os setores do mercado, criando emprego e riqueza", disse Roberto Ordine, vice-presidente da ACSP. "Trabalhamos para que elas tenham a mesma representatividade nas associações comerciais."

Na fase de debates, os temas de interesse demonstraram a sintonia das empresárias com o ambiente de negócios no país. Entre os assuntos que afloraram, estão o comportamento errático do governo no incentivo à exportação e ao mercado de energia, os impactos do desempenho da China no equilíbrio econômico do país e as barreiras ao crescimento das micro e pequenas empresas.

FOTO: Newton Santos/ Hype