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Em São Paulo, vendas da Black Friday devem crescer até 3%


ACSP aponta que pode ocorrer antecipação de compras de Natal, de eletroeletrônicos. Além disso, passada a eleição, a confiança do consumidor tradicionalmente tende a subir, estimulando o consumo como um todo


  Por Redação DC 08 de Novembro de 2018 às 13:03

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, as vendas do varejo físico paulistano devem crescer até 3% na Black Friday neste ano, frente ao mesmo período de 2017. 

Na avaliação da entidade, o evento não deve prejudicar o desempenho do setor no fim do ano.

“A antecipação de compras na Black Friday que seriam feitas para o Natal pode acontecer principalmente quando são itens de maior valor, como eletroeletrônicos. Mas, para o comércio, o mais importante é vender, seja em novembro ou dezembro”, diz Burti.

O executivo ainda diz que é imprescindível que as lojas façam ofertas atraentes e adotem boas estratégias de marketing.

“A Black Friday é bastante centrada em produtos importados ou fabricados com peças importadas. Com o dólar mais elevado em relação a 2017, é possível que os preços desses itens estejam mais caros", diz.

"Por outro lado, o crédito à pessoa física está mais barato, os prazos estão mais longos e a própria economia está melhor, contribuindo para uma expectativa positiva”.

Para Burti, passada a eleição, a confiança do consumidor tradicionalmente tende a subir, o que estimula o consumo como um todo.

Sobre a expectativa mais favorável para o comércio eletrônico ? de alta na casa de 15% ?, Burti comenta que “o peso do varejo online, quanto a faturamento, ainda é menor do que o do comércio como um todo; assim, as vendas físicas continuam importantes”.