Negócios

Em outubro, vendas do comércio paulistano cresceram 21,8%


Já na comparação com igual mês do ano passado, ainda se observa queda de 9,2%, segundo Balanço de Vendas da ACSP


  Por Redação DC 05 de Novembro de 2020 às 10:51

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As vendas do comércio paulistano reaqueceram em outubro com a ajuda do Dia das Crianças. O Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que o varejo da capital fechou o mês com elevação média de 21,8% na comparação com setembro deste ano.

Os números, apurados pela Boa Vista S/A, apontam que a movimentação no comércio para o Dia das Crianças - que ajudou a incrementar as vendas nos segmentos de brinquedos e roupas - reduziu um pouco mais as perdas acumuladas em razão do fechamento do comércio nos meses de isolamento social.

Apesar de ascendente, a curva econômica deve ser analisada sob o ponto de vista de recuperação. Para isso, basta comparar outubro deste ano com igual mês de 2019 para observar que a queda é de 9,2%.

Há uma tendência de aumento gradativa no varejo da capital explicada pelo consumo das famílias que recebem auxílio emergencial e pela flexibilização das medidas de isolamento social.

“Tivemos uma primeira quinzena boa por causa do Dia das Crianças. O que observamos é uma melhora que se acentua mês a mês à medida que mais atividades voltam a funcionar”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Ele avalia que fatores como o crescimento do emprego e o impacto do auxílio emergencial, ainda que o valor da parcela tenha sido reduzido, contribuíram para que os índices se mantivessem em elevação.

Com pouco menos de 60 dias para encerrar o ano, o economista acredita que 2020 deve terminar com recuperação. “Dezembro deve ficar nos mesmos níveis de 2019. Em um cenário mais otimista, baseado na amostra da Boa Vista S/A, é possível que tenhamos uma leve alta na comparação dezembro com dezembro", sinaliza.  

RAIO-X DO COMÉRCIO EM 2020

A queda da economia da cidade de São Paulo, e seu retorno, com crescimento gradativo, podem ser contados em números. Para isso, basta que se comparem percentuais fechados do mês com o mesmo período de 2019, fora do contexto da covid-19, e, logo após, com o período em que ocorreu o relaxamento do isolamento social.

Em março, por exemplo, época em que as pessoas começaram a ficar em casa, registrou-se um recuo de 27% em relação aos 30 dias correspondentes do ano anterior.

Nos meses posteriores, a ACSP apontou queda de 63,8% e 67% (abril e maio), também comparado a igual período de 2019. O reaquecimento da economia começa a acontecer em seguida, com a redução gradual das quedas. Foi registrada queda de 54,9% em junho, de 47,7% em julho e 33,6% em agosto.

A partir de setembro a economia parece de fato engrenar, reduzindo ainda mais as perdas. No mês, o recuo foi de 14,6% e em outubro, de 9,2%.

 

IMAGEM: Arquivo DC





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