Negócios

Em outubro, setor de serviços cresce 18% em São Paulo


De acordo com a FecomercioSP, faturamento real foi de R$ 30,5 bilhões na cidade de São Paulo, a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 2010


  Por Redação DC 27 de Dezembro de 2018 às 11:24

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O setor de serviços na cidade de São Paulo registrou faturamento real de R$ 30,5 bilhões em outubro, a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 2010, seguindo a trajetória de alta em 2018.

Em comparação ao mesmo período de 2017, houve crescimento de 18%, o que representa um montante R$ 4,7 bilhões superior nas receitas do setor. As vendas avançaram 15,1% de janeiro a outubro. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 13,9%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo.

A cidade tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.

Das 13 atividades pesquisadas, dez apontaram expansão no faturamento real em relação a outubro de 2017, sendo elas: mercadologia e comunicação (145,5%); jurídicos, econômicos, técnico-administrativos (38,1%); educação (23%); agenciamento, corretagem e intermediação (11,7%); representação (11,2%); Simples Nacional (10,4%); serviços bancários, financeiros e securitários (9,8%); técnico-científico (9%); conservação, limpeza e reparação de bens móveis (2,5%); e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (0,7%). Juntas, as atividades contribuíram positivamente para o resultado geral com 19,1 pontos porcentuais (p.p.).

No sentido contrário, os resultados negativos ficaram por conta dos seguintes segmentos: construção civil (-9,9%); saúde (-6,1%); e outros serviços (-3,8%). Essas três atividades contribuíram negativamente com 1,2 ponto porcentual para o resultado geral.

De acordo com a FecomercioSP, as vendas do setor de serviços na cidade de São Paulo ao longo de 2018 vêm se mostrando melhores do que as registradas no mesmo período do ano passado.

A previsão é de que esse cenário permaneça nos dois últimos meses do ano. Assim, o bom desempenho do setor de serviços acaba sendo um termômetro positivo para a economia como um todo, considerando o caráter heterogêneo das suas atividades e a influência na geração de emprego e renda.

Para a Entidade, entretanto, é preciso atenção aos índices de conjuntura, tais como inflação, PIB, juros, entre outros.

Além disso, a condução da política econômica do País pelo novo governo será decisiva para que a confiança dos agentes econômicos seja retomada de forma consistente.

Mesmo diante de um cenário otimista, a FecomercioSP orienta os empresários a evitar o endividamento, colocando suas contas em dia. Alerta ainda que o gerenciamento cauteloso do capital de giro é muito importante para manter a liquidez do negócio.

NOTA TÉCNICA

De modo a manter o indicador sempre atualizado, a partir de fevereiro de 2018 foi adicionado à lista de atividades do setor de serviços, por meio da Instrução Normativa SF-SUREM n.º 23, de 22/12/2017, da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, o código CNAE 02498, relativo à atividade de “Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer meio (exceto livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita)”.

Por se tratar de uma nova atividade inserida no grupo de mercadologia e comunicação, os resultados apresentarão variações elevadas nos comparativos anuais até completar o ciclo de 12 meses de adição, em fevereiro de 2019.