Negócios

Em dezembro, vendas do varejo paulistano caem 6,3% ante 2019


Segundo a Associação Comercial de São Paulo, o endurecimento das medidas restritivas em um período importante para o comércio afetou o desempenho do setor


  Por Redação DC 08 de Janeiro de 2021 às 14:05

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As vendas do varejo paulistano fecharam o mês de dezembro de 2020 com uma variação negativa de 6,3% em relação ao mesmo período de 2019, porém com uma elevação média de 18,4% em relação a novembro. Os números são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP, os resultados referem-se apenas às vendas físicas. “As vendas do comércio on-line, que já estavam crescendo antes da pandemia, estão em franca aceleração”, disse.

Os maiores prejudicados com as vendas de dezembro foram os donos de lojas de rua e de shopping. “Os dois dias que o comércio perdeu porque teve de fechar as portas para atender a determinação do governo estadual, que incluiu temporariamente as cidades paulistas na fase vermelha, foram decisivos para isso”, disse Solimeo.

Segundo ele, as lojas ficaram sem funcionar em dias importantes para o varejo, que é o momento em que as pessoas trocam os presentes e aproveitam para comprar algo mais. Ainda segundo Solimeo, a medida causou também insegurança ao consumidor “por perder a noção de quando ele encontraria as lojas novamente abertas". 

A recuperação econômica do varejo estava ocorrendo de forma gradativa desde o ápice da desaceleração das vendas, ocorrido em junho, quando as medidas de flexibilização começaram a valer para o comércio.

Desde então, as perdas foram se diluindo com retrações de 54,9%, 47,7%, 33,6%, 14,6%, 9,2% e 5% (junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro, respectivamente). Agora, a queda que era de 5% em novembro, indicando um possível crescimento para dezembro, fechou em índice negativo de 6,3%.

E para 2021 o cenário de incertezas para o varejo continua. “Não sabemos se haverá ou não a extensão do Auxílio Emergencial ou a criação de outro benefício que possa estimular as vendas, se o comércio continuará aberto, fechado ou se a vacinação vai fazer com que as pessoas deixem o isolamento social”, afirmou Solimeo. 







Publicidade




Publicidade






Publicidade