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Em alta, o otimismo do setor da construção civil e financiamentos imobiliários


Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança foram de R$ 4,42 bilhões em agosto, alta de 4,2% em relação a julho e de 9,9% frente a igual mês do ano passado


  Por Redação DC 28 de Setembro de 2017 às 18:41

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Apesar do ritmo lento de recuperação da economia, os empresários da construção civil estão otimistas em relação às perspectivas do setor para os próximos meses, mostra pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Pela primeira vez em três anos, todos os índices de expectativas dos empresários da construção superaram os 50 pontos, consolidando, de acordo com a CNI, o cenário positivo do setor.

Segundo a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, em setembro, o índice de expectativa de nível de atividade ficou em 52,5 pontos; o de novos empreendimentos e serviços, 51,3 pontos; o de compra de insumos e matérias primas e o de número de empregados, em 50,6 pontos. Já o índice de confiança do empresário da indústria da construção subiu 3,1 pontos em relação ao mês anterior, chegando a 53,4 pontos.

Os índices variam entre 0 a 100 pontos, sendo que acima de 50 pontos indicam expectativa de crescimento.

Ainda conforme a pesquisa, os índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 46,7 pontos em agosto.

Segundo a CNI, embora abaixo dos 50 pontos, o resultado é o maior para meses de agosto desde 2014. “Ou seja, o ritmo de queda da atividade está aos poucos se reduzindo”, diz o relatório da CNI.

Outro indicador que ficou abaixo dos 50 pontos, foi o de evolução do número de empregados, que chegou a 45,8, em agosto. O resultado, no entanto, é 6,2 pontos superior ao registrado em agosto de 2016.

“Como no caso do nível de atividade, o índice também é o maior desde 2014 e mostra crescimento contínuo na comparação interanual desde maio de 2016”, afirma a CNI.

Preocupado com as incertezas do país, os empresários da construção estão pouco otimistas para fazer investimentos. De acordo com a CNI, o índice de intenção de investimento do setor em 29,8, na escala que vai até 100. apesar de considerado “muito baixo”, é a segunda vez consecutiva que o indicador tem crescimento.

A pesquisa ouviu representantes de 590 empresas, sendo 187 pequenas, 275 médias e 128 de grande porte, no período entre 1º e 15 de agosto.

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO CRESCE

Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança foram de R$ 4,42 bilhões em agosto, alta de 4,2% em relação a julho e de 9,9% frente a igual mês do ano passado. Foi o segundo mês consecutivo que os financiamentos atingem o maior patamar do ano. Os dados são de pesquisa divulgada nesta quinta-feira, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No acumulado de 2017, foram financiados R$ 29,21 bilhões, montante 4% inferior ao observado em igual período de 2016. Nos 12 meses compreendidos entre setembro de 2016 e agosto de 2017, foram aplicados R$ 45,38 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), retração de 8,2% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes.

No mês passado foram financiados, nas modalidades de aquisição e construção, 18,4 mil imóveis. "O número reflete a trajetória crescente de imóveis financiados, com alta de 11,5% em relação a julho e de 2,2% comparativamente a agosto de 2016. O resultado confirma a tendência positiva de evolução do crédito imobiliário", diz a Abecip, em nota.

No acumulado do ano até agosto, foram financiadas aquisições e construções de 117,4 mil imóveis, queda de 13,6% na relação a igual etapa de 2016, quando 135,83 mil unidades foram objeto de financiamento bancário.

Segundo a Abecip, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 181,27 mil imóveis nos últimos 12 meses, até agosto, queda de 18,1% frente aos 12 meses precedentes.

Em agosto, pelo quarto mês consecutivo, a captação líquida da poupança mostrou bom desempenho, com entradas líquidas de R$ 1,65 bilhão, em contraste com o ocorrido em igual mês do ano passado, quando houve saída líquida de R$ 3,52 bilhões. O saldo total da aplicação encerrou o mês passado em R$ 533,7 bilhões, crescimento de 7,7% na comparação anual.

* Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil