Negócios

Em 2019, e-commerce brasileiro fatura R$ 61,9 bilhões


Alta foi de 16,3%, puxada pela breve retomada da economia e pelo fortalecimento do segmento no país, segundo levantamento da Ebit|Nielsen


  Por Redação DC 19 de Fevereiro de 2020 às 17:14

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O ano de 2019 fechou com alta de 16,3% nas vendas do comércio eletrônico, com faturamento de R$ 61,9 bilhões, enquanto em 2018 foi de R$ R$53,2 bilhões. O número foi impulsionado pela breve retomada da economia e também pelo fortalecimento do segmento de e-commerce no país.

Segundo a Ebit|Nielsen, referência em análises do comércio eletrônico no Brasil, o número de pedidos no ano também foi maior que no anterior, totalizando 148,4 milhões de compras em 2019 frente a 122,7 milhões.

LEIA MAIS:Medo de fraudes afasta consumidores do e-commerce

Mas se o faturamento e os pedidos aumentaram, o valor médio do tíquete foi menor: de R$ 434 para R$ 417, queda de 3,9%. Esse movimento pode ser verificado nos dias do evento da última edição da Black Friday, quando as vendas aumentaram, porém o valor médio de desembolso foi menor na comparação com 2018.

O número final de 2019 superou a projeção do Relatório Webshoppers 40º (estudo sobre comércio eletrônico brasileiro e a principal referência para os profissionais do segmento), que era de R$ 59,8 bilhões.

"Na análise dos últimos relatórios da Ebit|Nielsen, percebemos uma tendência de aumento do volume de compras via internet, com vendas cada vez maiores pelo canal mobile, como aconteceu na Black Friday - momento em que 55% dos pedidos foram feitos por meio de celulares e tablets", diz Roberto Butragueño, diretor de atendimento ao varejo e e-commerce da Nielsen Brasil. "Isso, consequentemente, leva a um tíquete médio menor. Ou seja, temos um crescimento na frequência de compras, impulsionado por categorias de consumo mais dinâmicas”, completa.

Vale destacar que esse crescimento no e-commerce deve se manter em 2020, com uma expectativa de faturamento de R$ 74 bilhões, puxado pela entrada de novos players, principalmente do setor de Alimentos e Bebidas. Essas categorias, segundo Ebit|Nielsen, têm garantido a participação de um consumidor mais frequente nas compras online.

FOTO: Thinkstock