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E-commerce cresce como canal de vendas de bens não-duráveis


Segmentos como alimentos e bebidas e petshop cresceram 82%e 144%, respectivamente, no primeiro semestre, segundo levantamento da 40ª edição do relatório Webshoppers, da Ebit|Nielsen


  Por Redação DC 21 de Agosto de 2019 às 13:28

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O comércio eletrônico cresceu no primeiro semestre de 2019 impulsionado pela expansão no volume de compra de produtos das categorias de bens não-duráveis. A constatação está no 40º relatório Webshoppers, elaborado pela Ebit|Nielsen e divulgado nesta quarta-feira (21).

O exemplo desse salto é a expansão nos pedidos nos segmentos de "Alimentos e Bebidas" (82%) e "Petshop" (144%),na  comparação com igual período do ano passado. Nessas áreas, o consumidor compra de forma mais frequente que a média e são chamados de heavy users, o que, segundo a Ebit|Nielsen, são os que fizeram mais de 3 compras nos últimos 6 meses.

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O maior número de pedidos, porém, se concentrou em perfumaria, cosméticos e saúde, bem como moda e acessórios, que juntos somaram 36% do total nos primeiros seis meses do ano ante igual período de 2018. De acordo com a Ebit|Nielsen, do total de consumidores no período, 5,3 milhões fizeram a sua primeira compra online - o que representa uma fatia de 18,1%.

“O crescimento maior de pedidos vem mesmo de bens não-duráveis, mostrando que, pouco a pouco, os brasileiros estão oficializando o e-commerce como um canal de compras", diz Ana Szasz, líder da Ebit|Nielsen. "Estamos vivendo um momento de novas experiências por estes consumidores. Alguns usando o canal pela primeira vez, numa migração do offline para o online, outros experimentando novas lojas online e mesmo desembolsando em categorias até então inexploradas.”

M-COMMERCE

A venda de não-duráveis também é um dos principais responsáveis pelo expressivo aumento dos pedidos de m-commerce no primeiro semestre. A facilidade e agilidade em comprar por dispositivos móveis garantiu altas de 36% no faturamento e de 42% no volume de pedidos nos primeiros seis meses do ano ante igual período de 2018. Ou seja, o m-commerce ganha maior relevância, principalmente por contar com 90% de satisfação dos usuários que adquirem por estes meios.

Outro ponto de destaque do relatório foram as redes sociais, aparecendo como segundo maior motivador de compras (19% das indicações) pelo e-commerce, perdendo apenas para os sites de busca (25%). Dentre as redes sociais, o Facebook representa 53% das motivações, seguido por Instagram (32%). Já o WhatsApp apareceu com 2%. O índice de satisfação dos consumidores que desembolsam motivados pelas redes sociais é de 80%.

"Há uma mudança clara de comportamento. No começo dos anos 2000, o incentivador de compra do consumidor era poder receber em casa", lembra Ana. "A partir de 2010, o promotor de compra mudou para melhor preço. Esse ano, os motivadores são os sites de busca e as redes sociais. Ou seja, o consumidor está mais ativo nesse ambiente", completou.

O 40o Webshoppers indica ainda que, quanto maior o conhecimento sobre o perfil dos usuários de internet e das redes, maior a chance de conversão de venda. De acordo com o levantamento, esse é um dos principais desafios para o varejo tradicional, já que existe uma expectativa do consumidor de encontrá-lo no meio digital.

PAGAMENTO

O levantamento mostra que 52% dos pagamentos no e-commerce são realizados por meio de cartões de crédito e, majoritariamente, à vista. Para essas transações, o tíquete médio é de R$ 338; para as compras parceladas em duas ou três vezes, esse valor é de R$ 215, enquanto para os parcelamentos em quatro ou mais vezes o tíquete médio é de R$ 682.

"Vemos um consumidor mais preocupado em não se endividar. A crise econômica deixou os brasileiros mais cautelosos. Eles continuam comprando, mas administram melhor as parcelas", afirmou a líder de Ebit|Nielsen.

Além disso, o pagamento à vista também é reflexo do atual momento do segmento de bens não-duráveis, em que os produtos tem menor valor de desembolso. Ainda com relação à forma de pagamento, 19% dos consumidores optam por boleto bancário na hora da sua compra online, e 6% por cartões de lojas.