Negócios

Dia das Mães: vendas só crescem 1,7%


Na segunda data mais importante para o varejo, vendas ficaram abaixo da alta de 4% em 2018, de acordo com a Boa Vista


  Por Redação DC 13 de Maio de 2019 às 10:50

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Dia das Mães é uma das datas comemorativas que mais movimentam o comércio de todo o país. Levantamento da Boa Vista, com abrangência nacional, mostram que, neste ano, as vendas do comércio para o Dia das Mães cresceram 1,7% em relação a 2018.

Segunda data comemorativa mais importante do ano, o Dia das Mães reforçou o cenário de vendas fracas no varejo, uma vez que apresentou crescimento inferior aos 4% do ano anterior e ficou um pouco abaixo das expectativas.

Segundo a Boa Vista, o crescimento menor no Dia das Mães pode ser explicado pelo alto nível de desemprego e a recente queda da confiança, que estão segurando o ritmo de expansão das vendas do varejo.

 

METODOLOGIA

O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 6 a 12 de maio de 2019, comparadas às consultas realizadas entre 7 a 13 de maio de 2018.

SHOPPING

O faturamento do varejo em shopping nesse Dias das Mães teve queda de 5% em relação a 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) obtidos com exclusividade pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A entidade calcula que o fluxo de pessoas e a quantidade de vendas foi superior às do ano passado, mas o consumidor estava menos disposto a gastar: o tíquete médio nas lojas teve uma queda de 10%.

Nos shoppings populares, com concentração maior de classes C e um pouco de B, o tíquete médio ficou entre R$ 75 e R$ 90. Já nos shoppings com maior concentração de classes A e B, a média do gasto ficou em torno de R$ 170 e R$ 200.

Para o diretor institucional da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva, a queda no faturamento se dá pela menor predisposição do consumidor em fazer dívidas, especialmente em carnês e cartões de crédito.

A pesquisa aponta que os segmentos de maior destaque em vendas foram os de roupas, calçados, acessórios, perfumes, cosméticos, chocolates e o consumo nos restaurantes.

Prevaleceu ainda o pagamento à vista - em dinheiro ou cartão de débito. Equipamentos eletrônicos como os celulares, que já tiveram importante participação na data, perderam espaço este ano.

E-COMMERCE

O e-commerce faturou R$2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019, alta nominal de 5% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior, aponta a Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$402.

O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2019.

"Podemos observar com os resultados que, apesar de maior participação online, os brasileiros estão mais cautelosos nos gastos. Eles procuram manter o orçamento livre de dívidas, deixando para desembolsar mais nas vésperas da data, após pagamento das contas", diz Ana Szasz, head da Ebit/Nielsen.

"Não podemos dizer que esse é um comportamento definitivo, mas um indicador, que será confirmado ou não no decorrer do ano. A dica para os varejistas é se preparar para atender de forma criativa essa demanda de última hora no mundo online-conectado.” 

De acordo com estimativas da Ebit|Nielsen, o período do Dia das Mães pode corresponder a 3,6% dos R$ 61,2 bilhões previstos em faturamento pelo e-commerce em 2019, sendo a segunda data comemorativa mais importante para o calendário do varejo nacional (perde apenas para Natal, que compreende Black Friday).

Moda e Acessórios, Perfumaria e Cosméticos e Casa & Decoração foram as categorias mais compradas com a intenção de presentear. O ranking do faturamento, por sua vez, foi liderado por Eletrodomésticos, Telefonia/Celulares e Casa & Decoração.