Negócios

Custo da construção sobe menos em maio


Índice de confiança dos empresários aumenta para 69,1 pontos neste mês, a melhor pontuação desde dezembro de 2015, de acordo com o IBGE


  Por Agência Brasil 25 de Maio de 2016 às 10:59

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) teve alta de 0,19% em maio, taxa inferior ao aumento registrado em abril (0,41%). No acumulado do ano, o índice apresentou variação de 2,25% e, nos últimos 12 meses, de 6,77%.

O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), mostra reduções no ritmo de aumento tanto em materiais, equipamentos e serviços (de 0,29% para 0,04%) quanto em mão de obra (de 0,52% para 0,32%).

Das sete capitais pesquisadas, o índice aumentou em duas, caiu em duas e, em três capitais, a intensidade de alta diminuiu.

Em Brasília, o índice passou de 0,06% para -0,21%. Em Belo Horizonte, de 0,96% para -0,07%). Em Salvador, de 2,23% para 1,72%. No Recife, de 0,13% para 0,12%. Em Porto Alegre, de 0,54% para 0,15%.

As altas já foram observadas no Rio de Janeiro, de 0,04% para 0,05%, e em São Paulo, de 0,04% para 0,07%.

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CONFIANÇA

O índice que mede a confiança dos empresários do setor de construção, o Índice de Confiança da Construção (ICST), aumentou 2,1 pontos em maio, ao atingir 69,1 pontos.

Trata-se da melhor marca desde dezembro de 2015 (69,4 pontos). Em relação à média móvel trimestral de abril, o resultado teve um acréscimo de 0,8 ponto na margem, interrompendo a sequência de 29 quedas seguidas desde dezembro de 2013.

Essa elevação reflete melhora das expectativas de curto prazo. O Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 5,7 pontos, alcançando 77,9 pontos, o maior avanço desde junho de 2015 (78,1 pontos).

Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST), recuou 1,5 ponto, alcançando novo piso histórico de 60,9 pontos.

"Os empresários tornaram-se menos pessimistas quanto ao futuro próximo, embora a atividade continue em declínio. No entanto, se o investimento em infraestrutura e no mercado habitacional não voltar a se expandir, o indicador de expectativas não deve sustentar a melhora dos últimos meses”, informa por meio de nota, a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Ibre/FGV.

De acordo com ela, “em todos os segmentos cresceu a percepção de que o ritmo de queda da demanda deve desacelerar no curto prazo, alimentando a confiança empresarial”.

Apesar disso, a economista acredita que “ as dificuldades do atual cenário econômico e político sugerem que é um tempo muito curto para que, de fato, ocorra esta reversão”.

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Foto: Estadão Conteúdo