Negócios

Custo da construção desacelera para 1,09% em julho


O Índice de Confiança da Construção avançou 2,7 pontos no último mês e atingiu o maior nível desde agosto de 2015


  Por Estadão Conteúdo 26 de Julho de 2016 às 09:28

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ficou em 1,09% em julho, mostrando desaceleração em relação à alta de 1,52% de junho. O número foi divulgado nesta terça-feira (26/07) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O INCC-M acumula alta de 4,94% no ano e de 6,85% em 12 meses.

A desaceleração foi determinada pelo grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, cuja taxa passou de 0,26% em junho para 0,12% em julho.

O índice relativo aos custos com mão de obra também registrou inflação mais baixa, com a variação saindo de 2,64% para 1,93% na passagem de junho para julho.

Cinco das sete capitais analisadas apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador (de -0,10% para 0,60%), Recife (de 0,08% para 0,09%), Belo Horizonte (de -0,01% para 0,00%), Rio de Janeiro (de 1,98% para 3,12%) e Porto Alegre (0,15% para 0,26%).

Em contrapartida, registraram desaceleração as cidades de Brasília (de 0,25% para -0,02%) e São Paulo (de 2,99% para 1,63%).

CONFIANÇA

O Índice de Confiança da Construção (ICST)  avançou 2,7 pontos em julho na comparação com junho, para 70,7 pontos, o maior nível desde agosto de 2015.

Com o resultado, a média móvel bimestral do índice cresceu 0,8 ponto na margem, o terceiro avanço seguido.

Pela primeira vez desde novembro do ano passado houve alta tanto do indicador que mede a situação corrente quanto do índice de expectativas de curto prazo.

Na avaliação da FGV, o resultado sinaliza uma melhora da percepção dos empresários, embora o nível de confiança ainda seja muito baixo em termos históricos.

"As indicações de retomada de obras paradas e de novas contratações nos programas governamentais, assim como as perspectivas mais positivas para a economia, reduziram o pessimismo setorial", afirmou em nota Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre.

A edição de julho de 2016 coletou informações de 700 empresas entre os dias 1º e 22 deste mês.

FOTO: thinkstock





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