Negócios

Cresce a produção de celulares, exceção entre eletrônicos


De janeiro a agosto, os volumes produzidos nas indústrias instaladas no polo de produção da Amazônia cresceram quase 6% no período em relação ao ano anterior


  Por Estadão Conteúdo 07 de Novembro de 2016 às 09:48

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Enquanto a produção da maioria dos eletrônicos despenca nas fábricas da Zona Franca de Manaus (AM), há produtos que conseguem ter desempenho positivo este ano.

De janeiro a agosto, os volumes produzidos de celular nas indústrias instaladas no polo de produção da Amazônia cresceram quase 6% no período em relação ao ano anterior, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus.

"Para o celular, a fase é bastante boa, cada vez mais há acessibilidade no preço", afirma diretor de vendas de celulares da LG, Marcelo Perin.

Ele explica que os preços estão recuando e isso impulsiona as vendas. Fora isso, existe um forte apelo para compra do celular pelas facilidades que o equipamento proporciona.

Segundo o executivo, um modelo de celular fabricado pela sua empresa que em 2015 custava R$ 1.199, sai hoje por R$ 999.

Perin atribui o recuo de preços à evolução tecnológica e ao câmbio, já que a cotação do dólar acumula queda de quase 20% neste ano. "No começo do ano o dólar bateu R$ 3,80 e hoje está R$ 3,20."

BLACK FRIDAY

Para este fim de ano, que inclui a Black Friday, Natal e saldão de janeiro, a empresa tem expectativa de crescimento de 10% a 15% nas vendas.

"Para nós, este ano será melhor. Mas isso não quer dizer que será para o mercado", diz. Ele observa que a previsão do mercado é de estabilidade de vendas sobre o ano anterior.

No caso de TVs, a companhia diz que o varejo fez encomendas no mesmo volume do ano passado. No segmento de áudio, houve um acréscimo de 30% no número de peças.

"De julho para cá, estamos vendo que o consumidor tem voltado para a loja para pesquisar preço. Estamos um pouco mais otimistas", diz Roberto Barbosa, diretor de vendas da LG para áudio e TV.

Barbosa lembra que o primeiro semestre foi muito sofrido em termos de vendas e,desde de meados do ano, o mercado está voltando gradativamente.

Mesmo assim, será insuficiente para recuperar as perdas do ano. A expectativa de mercado é de que as vendas de TVs fechem 2016 com queda de 25%.

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