Negócios

Cresce a confiança de empresas de serviços e da indústria


Nos dois setores, a melhora do ambiente de negócios é confirmada pelo avanço do indicador de nível de utilização da capacidade, segundo o Ibre/FGV


  Por Estadão Conteúdo 29 de Julho de 2016 às 09:47

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 3,6 pontos na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O ICS saiu de 72,4 pontos para 76,0 pontos no período. Foi a quinta alta consecutiva do índice, que atingiu em julho o maior nível desde maio do ano passado.

Já o indicador referente à indústria subiu 3,7 pontos em julho ante junho, alcançando 87,1 pontos, informou nesta sexta-feira, 29, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Este é o maior nível do indicador de ambos os setores desde novembro de 2014 (87,5 pontos).

No caso de serviços, a alta foi observada em 18 dos 19 principais segmentos do levantamento e foi determinada pela melhora das expectativas em relação à situação atual.

"Os indicadores de julho confirmam a trajetória de recuperação da confiança das empresas de serviços no início do segundo semestre, e agora de uma maneira qualitativamente superior, uma vez que além da sustentação da melhora nas expectativas, há uma reação também nas avaliações sobre a situação corrente. A melhora do ambiente de negócios é confirmada pelo avanço, ainda que discreto, do indicador de nível de utilização da capacidade nos dois últimos meses", diz Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em julho, 11 das 13 atividades pesquisadas registraram alta na confiança. Houve melhora tanto das expectativas quanto da avaliação sobre o momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 3,6 pontos, para 71,1 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,4 pontos, alcançando 81,4 pontos.

O Ibre/FGV divulgou ainda, pela primeira vez, informações sobre o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços, com série histórica a partir de abril de 2013. O NUCI procura medir, a partir de dados individuais de empresas, a relação entre o produto efetivamente gerado em determinado setor como proporção do produto potencial caso toda sua capacidade produtiva estivesse em uso.

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Em julho, o NUCI do setor de Serviços subiu 0,2 ponto porcentual ante junho, alcançando 82,9%. O resultado representa o segundo avanço consecutivo, embora permaneça muito baixo daquele registrado em termos históricos.

INDÚSTRIA

O Índice da Situação Atual (ISA) subiu para 85,2 pontos, ficando 4,0 pontos acima do mês anterior. A principal contribuição para esse avanço veio do indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios, que subiu 8,0 pontos entre junho e julho, para 83,1 pontos.

O percentual de representantes de empresas avaliando a situação atual dos negócios como boa passou de 5,4% para 10,4% do total, enquanto a parcela dos que a avaliam como fraca caiu de 46,9% para 41,0%.

Já o Índice de Expectativas (IE) cresceu 3,3 pontos, para 89,0 pontos. A maior influência para essa alta foi a do indicador de expectativas com o total de pessoal ocupado nos três meses seguintes, que passou a 90,8 pontos em julho, 6,2 pontos acima do resultado de junho.

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Apesar da melhora, ainda tem mais empresas planejando demissões do que contratações. O porcentual de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado nos meses seguintes aumentou de 9,5% para 12,6% do total, enquanto a parcela de empresas que preveem redução passou de 24,5% para 19 6%.

CAPACIDADE INSTALADA

A FGV também informou que entre maio e junho o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou 0,4 ponto porcentual, atingindo 74,3%. Com o resultado, o NUCI do setor retorna ao nível de abril passado, um patamar ainda historicamente baixo.

Para o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr., o resultado de junho evidencia a percepção de melhora gradual do ambiente de negócios, ainda que os planos de demitir não tenham acabado. "A boa notícia de julho foi a alta mais expressiva do indicador de satisfação com a situação presente dos negócios, dando mais consistência à tendência de recuperação da confiança da indústria. Associada à alta do Nível de Utilização da Capacidade no mês, esta informação sinaliza que o setor entra no segundo semestre em fase de aceleração da produção", escreveu em nota à imprensa.

A pesquisa ouviu 1.116 empresas entre os dias 4 e 26 de julho.

IMAGEM: Thinkstock

 





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