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Consumo no atacarejo cresce entre famílias que recuperaram renda


Durante a crise, parte dos brasileiros migraram para redes de atacado devido ao preço baixo. Agora, consumidores devem continuar comprando nas lojas, de acordo com Nielsen


  Por Estadão Conteúdo 31 de Outubro de 2017 às 16:19

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As redes de atacarejo ganharam novos consumidores em meio à crise, mas não devem perder vendas com a recuperação econômica, segundo avaliação da Nielsen.

De acordo com estudo, os gastos no atacarejo crescem nos domicílios que já apresentaram alguma recuperação de emprego e renda.

O estudo da Nielsen foi apresentado durante evento da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas). De acordo com o levantamento, um total de 10,6 milhões de lares considerados como "saídos da crise" eleva em média em 20% os gastos no atacarejo.

Para Daniela Toledo, diretora da Nielsen, os dados apontam que a mudança no comportamento dos consumidores brasileiros não deve ser revertida com a recuperação econômica. É possível que alguma receita disponível passe a ser destinada a outros tipos de consumo que não alimentos.

O levantamento aponta ainda que o atacarejo é frequentado por famílias que não tiveram perda de emprego em razão da crise. Nesses casos, o gasto médio por compra chega a R$ 142 contra R$ 134 da média brasileira.

IMAGEM: Roldão Atacadista