Negócios

Consumidor continua pessimista e menos disposto a gastar


Levantamento da CNI mostra que a preocupação com a situação financeira é elevada entre os brasileiros, o que prejudica a intenção de compra


  Por Estadão Conteúdo 29 de Abril de 2016 às 16:28

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou praticamente estável em abril ao registrar 97,5 pontos, uma queda de apenas 0,1% na comparação com março. 

De acordo com a CNI, apesar da estabilidade, o indicador ainda sinaliza pessimismo por parte do consumidor. Ele está 11% abaixo da média histórica. 

 

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"Os brasileiros estão especialmente preocupados com as dívidas. O índice de endividamento caiu 5,3% em abril, frente a março, e ficou no menor nível da série histórica iniciada em 2001", informa a instituição.

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Os dados medidos pala CNI mostram que, quanto menor é o indicador, maior o porcentual dos consumidores que afirmam que as dívidas aumentaram.

DÍVIDAS

A pesquisa mostrou também um aumento das dívidas, o que, de acordo com os dados, deixa os brasileiros mais pessimistas e prejudica a expectativa de compra de bens de maior valor. 

O índice de situação financeira teve queda de 0,4% em abril, em relação a março, sinalizando maior insatisfação com as finanças. Na comparação com abril de 2015, a queda foi de 11,5%.

O indicador de compras de bens de maior valor recuou 2,3% em abril frente a março, o que sinaliza menor propensão dos consumidores a comprarem nos próximos seis meses bens como eletrodomésticos e carros.

Três componentes do INEC apresentaram alta na comparação com março: as expectativas sobre a inflação, o desemprego e a renda pessoal. 

Segundo a CNI, apesar da melhora nos indicadores, a maior parte dos consumidores ainda espera aumento dos preços e do desemprego porque, enquanto o índice de inflação cresceu 4,1%, o de desemprego teve alta de 5% em abril na comparação com março.

O indicador de expectativas sobre a renda pessoal, que aumentou 1,6% no período, foi puxado pelo menor porcentual de pessoas que esperam queda nos rendimentos frente a março.

A pesquisa foi feita em parceria com o Ibope e ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 14 e 18 de abril.

IMAGEM: thinkstock






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