Negócios

Confiança empresarial fica estável em setembro


Índice subiu 0,1 ponto em setembro ante agosto, de acordo com a FGV. Resultado reflete a percepção desfavorável com relação à situação corrente dos negócios e otimismo moderado


  Por Estadão Conteúdo 01 de Outubro de 2019 às 08:36

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,1 ponto em setembro ante agosto, para 94,1 pontos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na média do terceiro trimestre, o índice cresceu 1,2 ponto em relação ao segundo trimestre.

"A confiança empresarial ficou estável em setembro, refletindo uma percepção ainda desfavorável com relação à situação corrente dos negócios e otimismo moderado com a perspectiva de melhora ao longo dos próximos meses", avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. Em setembro, o Índice de Situação Atual (ISA-E) ficou estável, aos 91,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,6 ponto, para 101,6 pontos. Entre os componentes do ICE, houve quedas na confiança do Comércio (-1,5 ponto) e Construção (-0,5 ponto). No setor de Serviços, houve alta de 1,7 ponto.

A confiança da Indústria ficou estável em setembro. No terceiro trimestre, houve melhora na confiança em todos os setores ante o trimestre anterior, exceto na indústria.

"Além de registrar recuo da confiança no terceiro trimestre, a indústria é o segmento com menor grau de otimismo em setembro. Isso ocorre de uma combinação de fatores tanto internos, como o ritmo lento de crescimento da demanda, provocando acúmulo de estoques, quanto externos, como as dificuldades que vem enfrentando a Argentina e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020", completou Campelo Júnior.

A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.865 empresas dos quatro setores entre os dias 1 e 28 de setembro.