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Condições econômicas fazem confiança do comércio recuar


Na comparação com abril, a avaliação das condições atuais do comércio recuou 0,5%, principalmente por causa do componente sobre a confiança na economia, de acordo com a CNC


  Por Agência Brasil 29 de Maio de 2019 às 12:22

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,8% na passagem de abril para maio e atingiu 122,4 pontos.

Apesar disso, o indicador cresceu 7,6% na comparação com maio de 2018. A CNC esclareceu há pouco que, por um erro ainda não identificado na tecnologia do órgão, o link da pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de maio, divulgado mais cedo, remeteu para a pesquisa de maio de 2016, e não maio de 2019, como deveria ser. 

Na comparação com abril, a avaliação das condições atuais do comércio recuou 0,5%, caindo para 100,6 pontos,  mas subiu 13,2% em relação a maio de 2018, principalmente por causa do componente sobre a confiança na economia (-1,4%). As expectativas do empresário recuaram 1,2%, puxadas pelas avaliações sobre a economia (-2,1%).

As intenções de investimento tiveram um recuo mais moderado (-0,3%). A intenção de contratação de funcionários recuou 1,2%, mas a intenção de investir na empresa cresceu 0,7%.

Na comparação com maio de 2018, todos os componentes tiveram alta. A avaliação sobre as condições atuais cresceu 13,2%, a expectativa subiu 5,3% e as intenções de investimentos tiveram alta de 6,1%. 

A CNC observou que as perspectivas de melhora da atividade econômica registraram queda pelo terceiro mês seguido, de 2,1%, mas que a ampla maioria dos entrevistados (92,2%) ainda aposta na melhora da economia nos próximos meses. O porcentual, no entanto, está abaixo dos 95,3% registrados em fevereiro deste ano.

"Após oito meses de avanços mensais, a confiança dos empresários do comércio, que já havia recuado em abril, voltou a retroceder no mês de maio. A queda desse importante componente da reativação dos investimentos tem se mostrado compatível com as sucessivas revisões das expectativas para o crescimento da economia brasileira em 2019", explicou a CNC, considerando que apesar de ainda com números negativos, a percepção do comerciante é melhor do há um ano.

A entidade projeta para este ano saldo positivo de 105 mil postos de trabalho em todo o varejo. "Se confirmado, esse será o maior quantitativo de vagas abertas no setor desde 2014 (154,4 mil)", disse a CNC em nota.

FOTO: Thinkstock  *Versão atualizada às 15h12