Negócios

Comércio varejista segue em lenta recuperação


Para economistas da Associação Comercial de São Paulo, a retomada do setor depende da continuidade da redução dos juros e do aumento do poder aquisitivo das famílias


  Por Redação DC 15 de Agosto de 2017 às 18:12

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Em junho, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito e ampliado aumentaram em relação a junho de 2016 pelo terceiro mês consecutivo (3,0% e 4,4%, respectivamente), apesar de contar com um dia útil a menos.

Para os economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apesar da fraqueza da base de comparação do ano passado, o varejo segue na trajetória de uma recuperação paulatina, que deverá se intensificar nos próximos meses, com a continuidade da redução dos juros e do aumento do poder aquisitivo das famílias.

Na comparação mensal, livre de efeitos sazonais, também houve crescimento pelo terceiro mês seguido, após o IBGE  revisar os resultados do varejo em maio.

Nos resultados acumulados em 12 meses, ambos tipos de varejo continuaram registrando recuos de 3,0% e 4,1%, respectivamente.

Vale destacar que, nas leituras anteriores, as reduções foram de 3,6% e 5,2%, respectivamente, sugerindo uma recuperação que ainda é lenta, porém contínua.

Esses resultados do varejo se devem, em primeiro lugar, à base de comparação muito fraca, observada no ano passado, além do início da recuperação da renda, decorrente da acentuada redução da inflação. As menores taxas de juros e a liberação de recursos inativos do FGTS também contribuíram de forma positiva para o comércio.

Na comparação com junho de 2016, houve leve alta das vendas dos supermercados (0,8%), devido à queda nos preços dos alimentos, provocada pelo recorde de produção agrícola, enquanto as de eletrodomésticos mostraram crescimento apreciável (12,7%), constituindo-se na maior influência sobre o desempenho do varejo.

O aumento das vendas, mantendo-se a mesma base de comparação, foi disseminado, alcançando até mesmo bens de maior valor, tais como veículos e material de construção (3,5% e 7%, respectivamente).

IMAGEM: Thinkstock