Negócios

Comércio está otimista com o Dia das Mães


Os resultados projetados pelo setor apontam para vendas que podem superar os R$ 9 bilhões


  Por Redação DC 09 de Maio de 2017 às 18:42

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As entidades que estão à frente do setor comercial demonstram otimismo em relação ao Dia das Mães. Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), este ano o varejo apresentará desempenho muito próximo ao de 2016. 

“As vendas deverão ficar no empate com o ano passado, com possibilidade de ligeira variação a depender de fatores como temperatura, atratividade das promoções e utilização das contas inativas do FGTS”, diz Alencar Burti, que preside a ACSP e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)

Para ele, são pouco prováveis variações na casa dos dois dígitos, para cima ou para baixo. “Mesmo que as vendas deste ano fiquem no zero a zero, é um resultado favorável, visto que o varejo vinha acumulando perdas nessa data comemorativa nos últimos dois anos”, diz o presidente da ACSP.

Segundo levantamento da ACSP, roupas, calçados e acessórios da moda Outono-Inverno deverão ter peso importante na performance do comércio. Esses são itens geralmente comprados à vista. 

“Os destaques dessa que é a segunda data mais forte para o comércio são presentes de menor valor, comprados à vista. O consumidor não tem sobra no orçamento para adquirir produtos parcelados”, diz Burti.
  
FATURAMENTO

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do Dia das Mães devem ficar entre R$ 9,2 bilhões, o que representaria alta de R$ 3,8% em relação a igual data do ano passado, descontada a inflação.  

Se confirmada a estimativa, a data comemorativa terá crescimento real no faturamento após dois anos de quedas. Em 2015 e 2016, as vendas recuaram 0,4% e 9,%, respectivamente.

Com a expectativa de incremento das vendas, a CNC calcula que os varejistas aumentarão a contratação de trabalhadores temporários este ano, com a abertura de 20,6 mil vagas, ante 20,1 mil postos criados no mesmo período de 2016.

Apesar da maior oferta de trabalho, a taxa de efetivação deve se manter abaixo da média histórica de 5,5%. As condições de consumo ainda são frágeis, especialmente pela lentidão na retomada do nível de atividade econômica, emprego e crédito, diz o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC.

IMAGEM: Thinkstock






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