Negócios

Comércio de marmitas puxa alta do setor de alimentação em 2020


Congelada, gourmet, fitness... Como alternativa para manter a renda em meio à pandemia, venda de comida feita em domicílios cresceu 54,6% ante 2019, segundo a proScore


  Por Redação DC 19 de Outubro de 2020 às 16:26

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O setor da alimentação, com 133,8 mil novas empresas, foi responsável pelo maior número de negócios abertos no Brasil no primeiro semestre deste ano, aponta pesquisa inédita da proScore, bureau digital de crédito e score, especializado em análise de Big Data e motores de decisão.

O número representa crescimento de 34,1% em relação às 99.774 empresas do segmento criadas em igual período de 2019. A maior parte dos novos empreendimentos do segmento, porém, refere-se à microempresas de marmitas, totalizando 53.233 estabelecimentos - alta de 54,6% ante igual período de 2019. 

Em segundo lugar, estão os restaurantes, com 42.885 negócios, com expansão de 48,8% comparada ao ano passado. Quanto às lanchonetes, o aumento foi de 3,1%, com 37.682 novas empresas.

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Mellissa Penteado, CEO da proScore, destaca que os vendedores de comida em domicílio encontraram alternativa em meio à crise da covid-19 para manter a renda, considerando o grande contingente que perdeu o emprego.

"E escolheram uma atividade adequada, pois a demanda por esse tipo de serviço cresceu bastante em função do isolamento social e do fato de milhares de pessoas estarem trabalhando em home office", diz.  "É interessante observar a diversificação, com opções de refeições congeladas, gourmet e fitness, por exemplo".

A executiva relata que esse tipo de negócio já vinha crescendo antes da pandemia, estimulado pela demanda relativa ao tempo cada vez menor que as pessoas têm para cozinhar e, do lado da oferta, a busca por um negócio próprio, trabalho perto da moradia e segurança de renda.

"A busca por refeições saudáveis, mais baratas e entregues na porta de casa foi ainda mais incentivada com a covid-19, pois as famílias também se protegem do contágio, reduzindo a ida às compras. O mercado está superaquecido. Há alternativas para todos os paladares e bolsos".

Outro negócio que teve número significativo de abertura de empresas no primeiro semestre refere-se a obras de alvenaria, com 52.739, ante 53.728 em igual período de 2019.

"Houve um pequeno recuo de 1,84%, mas o volume é expressivo", diz. Já os motoristas independentes de aplicativos foram responsáveis por 34.173 novos CNPJs, mas não há base de comparação com o ano passado.

FOTO: Agência Sebrae





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