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Comerciantes terminam 2018 mais confiantes


Estudo da FecomercioSP mostra alta de 6,5% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) na passagem de novembro para dezembro


  Por Redação DC 07 de Janeiro de 2019 às 16:05

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) avançou pelo quarto mês consecutivo. A alta foi de 6,5%, ao passar de 105,8 pontos em novembro para 112,7 pontos em dezembro.

Na comparação com o mesmo período de 2017, o índice também apontou crescimento (3,3%).
 
Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).
 
Na análise por porte, as empresas com até 50 empregados registraram alta de 6,7% – 105,3 pontos em novembro para 112,4 pontos em dezembro. As empresas com mais de 50 empregados também registraram crescimento de 1,1%, passando de 127,5 pontos em novembro para 129 pontos em dezembro.

INDICADORES

Os três quesitos que integram o indicador avançaram na passagem de outubro para dezembro. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) obteve sua quarta alta consecutiva: avançou 7,4%, de 75,5 pontos em novembro para 81,1 pontos em dezembro. Contudo, na comparação anual, o indicador caiu 1,2%.
 
O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) também apontou quatro altas consecutivas, 6,4% neste mês, passando de 147,6 pontos em novembro para 157,1 pontos em dezembro. Em relação a dezembro do ano passado, subiu 3,6%.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede a propensão dos empresários por novos investimentos, subiu pelo segundo mês seguido, avançando 5,9%: de 94,4 pontos em novembro para 100 pontos em dezembro. Na comparação com o mesmo mês de 2017, alta de 6,6%.

De acordo com a FecomercioSP, a evolução recente do indicador está associada ao comportamento mais positivo de alguns fundamentos macroeconômicos decisivos para expansão do comércio, como a redução da inflação, a queda do dólar, o avanço da confiança do consumidor e as festas de fim de ano, que normalmente alavancam o ânimo dos empresários e consumidores. 
 
Para a entidade, aparentemente o quadro está se cristalizando, e tanto contratações quanto perspectivas de investimento podem retomar com mais vigor agora em 2019 se as expectativas se confirmarem a partir da posse da nova equipe econômica do governo.

A confiança no futuro deve alavancar o desempenho do varejo no fim de ano de forma mais consistente, com crescimento das vendas até superior a 5%.

A projeção tem como base a premissa de que mercados, consumidores e empresários serão brindados com uma projeção de política econômica favorável já em 2019.