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Com maior número de lojas, queixas na Black Friday devem crescer, diz Procon


Na edição do ano passado, as principais reclamações dos consumidores se concentravam em pedidos cancelados sem justificativa, seguidos por produtos ou serviços anunciados indisponíveis


  Por Estadão Conteúdo 22 de Novembro de 2017 às 09:20

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A Black Friday deste ano, marcada para a próxima sexta-feira (24/11), deve registrar um aumento do número de queixas e consultas dos consumidores, segundo a Fundação Procon de São Paulo.

A razão disso é o maior número de empresas participantes e dos mais variados setores: da loja tradicional a prestadores de serviços, como bancos, imobiliárias, por exemplo.

Essa também será a primeira Black Friday após a recessão, o que, em tese, amplia o apetite do consumidor pelas compras.

"Em 2013, a Black Friday era praticamente o comércio eletrônico", lembra o supervisor de Fiscalização do Procon-SP, Bruno Stroebel. Em 2013 foram realizados 641 atendimentos pelo órgão.

Em 2016, subiu para 2.040 registros. No ano passado, as principais queixas dos consumidores estavam concentradas em pedido cancelado sem justificativa, seguido por produto ou serviço anunciado indisponível.

A maquiagem de preço ou falso desconto, que liderou o ranking das queixas no ano retrasado, caiu para quarta posição no evento de 2016, com 8,7% das queixas.

Esperamos que maquiagem de preço tenha uma participação ínfima neste ano", diz Stroebel. Segundo ele, as lojas e os prestadores de serviços sabem que essa prática é muito mal vista.

"E todo mundo está de olho: o Procon está monitorando os principais sites nos últimos 60 dias." Além disso, ele observa que, a disseminação muito rápida de informação pelas redes sociais dificulta o falso desconto.

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A principal recomendação do supervisor de Fiscalização do Procon-SP ao consumidor para que ele não seja enganado com promoções falsas é pesquisar com antecedência o preço do produto ou serviço desejado.

"Pesquisa é essencial", diz Stroebel. Na sua avaliação, as lojas querem que a compra ocorra por impulso. "Se o consumidor sabe qual o preço do produto que pretende adquirir, ele faz um melhor negócio", diz.

Outro ponto importante é documentar a pesquisa, imprimindo a página do site onde consta o preço do produto. Com isso, há provas para questionar a veracidade da oferta.

O supervisor de fiscalização do Procon-SP lembra também que é importante observa o custo do frete. Em eventos passados, houve problemas de mercadorias cujo preço pelo serviço da entrega era desproporcional em relação ao valor do produto.

Pesquisar a reputação das lojas também é recomendável. No site do Procon-SP, existe uma lista com 519 sites não recomendados. Parte deles ainda está no ar, alerta Stroebel.

Um aspecto que pode gerar queixas neste ano é o grande número de lojas hospedadas dentro de outras lojas (market place). Nestes casos, se houver algum problema, a responsabilidade é dividida entre a loja que vende o produto e a dona do market place. "No market place a responsabilidade da venda é solidária", diz o supervisor.

A partir desta quinta-feira (24/11), às 19h, o Procon-SP, montará uma operação de guerra. Seus técnicos estarão de plantão na Região Metropolitana de São Paulo e em oito cidades do Estado para atender ao consumidor pelo site, telefone e redes sociais.

IMAGEM: Thinkstock