Negócios

Clientes só devem reaparecer em 30 dias, avaliam donos de bares


Pesquisa do Sebrae, em parceria com a Abrasel, mostra que os cuidados com questões sanitárias serão fundamentais para a volta do consumidor


  Por Agência Sebrae 20 de Julho de 2020 às 15:45

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Apesar da liberação gradual do funcionamento de bares, restaurantes, buffet e outras atividades do segmento de alimentação fora do lar no país, os donos de pequenos negócios do setor enfrentam, a partir de agora, o desafio de atrair os clientes novamente aos estabelecimentos.

Em pesquisa on-line realizada pelo Sebrae em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurante), entre 28 de maio e 08 de junho, 71% dos empresários avaliaram que menos da metade da clientela vai retornar aos estabelecimentos de alimentação nos 30 primeiros dias posteriores à reabertura.

Na opinião de 53% dos entrevistados, a segurança sanitária é o critério mais importante nesta retomada, seguido pelo fato de que os clientes devem voltar a frequentar primeiramente os locais que já costumavam ir (20%).

Ao todo, 1.532 empresários, de 26 estados e do Distrito Federal, foram ouvidos pela Pesquisa “Situação e Perspectivas do Segmento de Alimentação Fora do Lar”, sendo 32% deles Microempreendedor Individual (MEI), 28% Microempresa (ME), 37% Empresa de Pequeno Porte (EPP) e 2% composto por médias ou grandes empresas.

A maioria dos participantes possui apenas uma empresa no ramo da alimentação, com predominância de restaurantes, lanchonetes e similares que operam em lojas de rua.

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De acordo com o levantamento, antes da pandemia, 70% dos negócios estavam com situação financeira estável ou crescendo e investindo (19%), porém, com o avanço da covid-19, 54% tiveram perdas acima de 75% no faturamento, com destaque para serviços de Buffet, que foram mais impactados.

A pesquisa apontou ainda uma diferenciação do impacto nos estabelecimentos que funcionam dentro de shopping centers, que sofreram mais com os efeitos da pandemia (quedas acima de 75% para 82% deles), assim como os que estão dentro de clubes e academias, hotéis ou prédios corporativos (redução acima de 75% para 70% deles); enquanto os que têm lojas de rua, 47% apresentaram queda.

Na visão do presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa ressalta a importância de garantir a segurança de clientes, funcionários e fornecedores para uma retomada segura nos estabelecimentos de alimentação fora do lar.

O presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca a situação crítica que milhares de empreendedores do setor enfrentam por todo o Brasil.

FUNCIONAMENTO AFETADO

O segmento de alimentação fora do lar foi um dos primeiros a sofrerem os impactos das medidas preventivas do isolamento social e fechamento do comércio para impedir a transmissão da covid-19.

Enquanto 31% dos negócios fecharam temporariamente ou de vez, a maioria que conseguiu se manter à postos no delivery ou no drive thru/take out (retirada no local). Aliás, a pandemia transformou os serviços de entrega em uma necessidade para aqueles negócios que buscaram alternativas para continuar com a cozinha em funcionamento mesmo diante das restrições.

De acordo com a pesquisa, 72% das empresas estão realizando delivery, sendo que que 1 em cada 4 começou a utilizar o serviço de entregas durante o período.

Apesar de 60% das empresas do setor utilizarem delivery por meio de aplicativos, apenas 21% dos empresários estão satisfeitos com os serviços oferecidos.

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O levantamento mostra ainda que o delivery feito pela própria empresa tem sido uma opção muito considerada, sendo utilizada por 69% das empresas.

Na hora de escolher o tipo de delivery, os empreendedores avaliam principalmente o conhecimento do consumidor sobre o aplicativo (26%), a possibilidade de delivery próprio (25%) e taxas mais baixas (21%).

A pesquisa também destaca que os negócios do ramo da alimentação fora do lar fortaleceram a presença nas redes sociais, principalmente no Instagram (59%) e no Whastapp (57%).

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que 58% dos empresários não tiveram iniciativa para promover o negócio com ações diferenciadas que poderiam ajudar a minimizar as perdas durante a crise, como a venda de vouchers, campanhas específicas, ações de solidariedade, entre outras.

 

IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil





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