Negócios

Caixa espera crescimento do mercado imobiliário em 2017


Banco tem um orçamento de R$ 84 bilhões para financiamentos, montante um pouco acima de 2016, quando atingiu R$ 81 bilhões


  Por Estadão Conteúdo 04 de Abril de 2017 às 14:49

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os financiamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal para a compra e a construção de imóveis no primeiro bimestre de 2017 no País já são maiores do que no mesmo período de 2016.

A informação foi divulgada por Gilberto Occhi, presidente do banco, que reforça as expectativas de que o mercado imobiliário voltará a crescer neste ano.

"Há expectativas da Caixa de crescimento do mercado imobiliário, mas há também dados que já mostram essa realidade".

Em janeiro e fevereiro, o banco liberou R$ 14 bilhões de financiamento imobiliário. Para todo o ano, a Caixa tem um orçamento de R$ 84 bilhões em empréstimos nessa área, montante um pouco acima de 2016, quando atingiu R$ 81 bilhões.

Occhi citou que a economia brasileira tem dado sinais de recuperação, com queda nas taxas de juros e recuo da inflação. De acordo com o presidente da Caixa, há expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mantenha um corte gradual da Selic nos próximos meses. Além disso, Occhi estima que a inflação siga em um patamar controlado, entre 4,0% e 4,5% ao ano até 2020.

Ele ainda lembrou que nos próximos dias a Caixa irá liberar mais uma tranche de pagamentos das contas inativas do FGTS, o que, segundo ele, ajudará a injetar cerca de R$ 10 bilhões na economia brasileira.

"Para nós, esse é um ano de confiança e de certeza de que invertemos a curva e vamos ter desenvolvimento do setor imobiliário novamente".

PDG REALTY E VIVER 

O presidente da Caixa Econômica Federal minimizou os riscos para os mercados imobiliários e financeiros com os processos de recuperação judicial no setor, como são os casos das incorporadoras PDG Realty e Viver, cujas dívidas em reestruturação ultrapassam R$ 7 bilhões. "A Caixa está muito pouco preocupada".

De acordo com Occhi, o banco estatal tem mantido conversas constantes com as empresas para buscar as melhores condições para renegociação das dívidas, com alongamento dos prazos e revisões de taxas. Por conta disso, descartou que o setor como um todo possa acabar contaminado.

"Estamos participando dessa negociação com eles, são clientes nossos e vamos participar até o final. Não tem risco sistêmico do setor. São casos pontuais e a recuperação judicial ajuda a fazer uma reestruturação da empresa e repactuação com todos os credores".

*FOTO: Thinkstock