Negócios

"Brasil está de volta aos negócios"


Quem afirma é Abilio Diniz, presidente do conselho da BRF. Para ele, o ajuste fiscal é essencial para a recuperação da economia


  Por Estadão Conteúdo 12 de Outubro de 2016 às 10:27

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O presidente do conselho da BRF, Abilio Diniz, avalia que o Brasil entrou em um novo momento e está de volta aos negócios. 

A afirmação foi feita ontem a jornalistas, após evento da empresa de alimentos, em Nova York. 

"Não há melhor lugar no mundo para os investidores no momento que no Brasil", completou. 

A avaliação contrasta com a declaração que o empresário deu em novembro do ano passado, durante o BRF Day, também em Nova York, quando afirmou que o Brasil estava "em liquidação". 

Na ocasião, o empresário disse que não havia uma crise econômica no Brasil, mas uma crise política, que afetava a confiança de investidores, empresários e consumidores. 

"Ninguém está investindo, porque está faltando confiança", afirmou o empresário no ano passado, destacando que o país estava muito barato para investidores estrangeiros. 

Na fala de ontem, em evento em que detalhou os planos da BRF para ampliar a presença no mercado internacional, o empresário reforçou que está muito confiante no futuro. 

"Com a esperança, vem a confiança", afirmou. "O Brasil ainda está barato." 

TETO DE GASTOS

Abilio destacou a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos, e ressaltou que o ajuste fiscal é essencial para a recuperação da economia. 

De acordo com o empresário, não é uma tarefa fácil melhorar as contas públicas brasileiras apenas com a PEC, sem elevar tributos, mas seria possível. 

"Foi (a aprovação da PEC na Câmara) uma grande vitória do governo brasileiro e do Brasil." 

"Precisamos equilibrar a situação fiscal do Brasil", disse o presidente do conselho da BRF, ao ser perguntado sobre elevação de tributos. 

"É errado dizer que o Abilio defende a alta de impostos no Brasil", afirmou, ressaltando que defendeu a CPMF no passado por ser um tributo de mais fácil implementação. 

Abilio afirmou que a recessão brasileira afetou os negócios da BRF, na medida em que o consumo ficou baixo, mas a companhia conseguiu sustentar bons resultados. 

"O ciclo difícil e de desafios acabou. Estamos em um novo momento, o consumo está voltando a crescer de novo. A perspectiva é muito positiva", afirmou. 

"Tudo que é bom para o Brasil é bom para a companhia."

FOTO: Estadão Conteúdo





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