Negócios

Até supermercados foram beneficiados pela Black Friday


Data promocional gerou alta de 14% nas vendas de itens da cesta básica monitoradas pelo indicador da Cielo. O aumento na conversão para o varejo foi de 78%, aponta estudo da eNext


  Por Redação DC 03 de Dezembro de 2015 às 17:51

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O consumidor comprou de tudo nesta Black Friday. Pelos dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), a venda de itens da cesta básica no setor de super e hipermercados teve crescimento de 14% na data promocional, ante igual período do ano anterior.

Também superou o patamar em torno de 8% de alta dos meses anteriores na comparação com 2014, apesar da queda de 1,56% nas vendas do setor em outubro. 

As compras pela internet de outros produtos vendidos em supermercados também subiram. O desempenho do setor no e-commerce, apenas no dia da Black Friday, superou em 38% as vendas na data em 2014. 

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O crescimento geral do e-commerce na Black Friday 2015 foi de 42,6% para a receita de vendas, contra um ritmo de crescimento de 66,5% observado em 2014. Já o varejo total, incluindo lojas físicas, teve alta de 14,5% nas vendas, contra 24% de um ano antes.

De modo geral, os gastos dos brasileiros também triplicaram: o valor médio de transações cresceu 300% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Adyen, empresa global especializada em tecnologias para meios de pagamento.

A média comparativa com uma sexta-feira regular mostra um aumento de 10 vezes no volume de transações.

Baseada em dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), a Adyen lembra que a data movimentou R$ 1,53 bilhão, ou 76% mais que em 2014.

O impacto foi sentido também durante o fim de semana, com 300% de aumento do volume de vendas no sábado e o dobro de crescimento no domingo.
 
“A Black Friday não é mais um fenômeno norte-americano. Em relação a 2014, os dados mostraram um crescimento de volume de vendas de 170% na Ásia e na Alemanha. Mesmo em mercados onde a data já está consolidada, como o Reino Unido, o aumento foi de 30%”, diz Jean Mies, vice-presidente da Adyen para a América Latina. 

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Mas, os varejistas precisam começar a pensar desde já em como se preparar para a Black Friday de 2016, já que é importante investir durante todo o ano em tecnologias que garantam pagamentos descomplicados e em tempo real para os consumidores, além de suportar o aumento do volume de transações em datas importantes para o varejo, afirma.

“Na hora do pagamento é preciso ficar atento, principalmente, à lentidão, problemas de rede e o risco aumentado de fraudes para não perder vendas”, completa Mies. 

CONVERSÃO E ENGAJAMENTO

Mas alguns varejistas já estão fazendo a lição de casa: a conversão em vendas para os varejistas também teve bons resultados, conforme aponta levantamento feito pela eNext, especialista em criação e implementação de projetos de comércio eletrônico.

A alta na comparação com a edição 2015 da Black Friday foi de 78%, segundo pesquisa elaborada a partir da Green Black Friday, movimento criado pela empresa para ajudar a aumentar os resultados dos clientes no período, e de dados da E-bit e da Clearsale. 

O levantamento mostra ainda que a edição 2015 registrou crescimento de 57% na receita aprovada, e de 41% no volume de pedidos. Além disso, a receita capturada também alcançou um aumento de 136%.

No que diz respeito ao tráfego nos e-commerces, o faturamento via mobile (smartphones) cresceu 104%. Enquanto isso, os acessos via desktops e tablets registraram queda de 7,4% e 1,8%, respectivamente.

De acordo com a eNext, a Black Friday deste ano começou a reduzir o estigma de "Black Fraude" que ganhou nas últimas edições, e teve diminuição no número de reclamações em comparação com o ano passado. 

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Dos problemas computados, 39% dos usuários afirmaram ter visto maquiagem de preços, 7,6% tiveram problemas no checkout ? ou seja, dificuldades técnicas para concluir a compra ?, e outros 6,7% constataram divergência de preços. Outros problemas somaram 47%.

Mas algumas empresas trabalharam para acabar com esse estigma. O Magazine Luiza, em parceria com a Torabit, preparou uma operação especial para a data com foco na experiência dos clientes nas redes sociais, com presença em todos os canais de venda.  

Pelo levantamento, o Magazine foi a única gigante do varejo que conseguiu responder 100% das interações feitas por meio de seus diversos canais de comunicação, como Facebook, Twitter e e-mail - um crescimento de 57% ante 2014.

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O segundo lugar ficou com o Extra, com distantes 11,9% das interações entre clientes e varejo. Americanas.com, com 8,5%, e Casas Bahia, com 8%.

Para Ilca Sierra, diretora de marketing multicanal e responsável pelas redes sociais da companhia, a operação especial da Black Friday é uma estratégia desenvolvida e aprimorada desde a primeira edição para melhorar o atendimento aos clientes. 

“O Magazine Luiza tem o bom atendimento em seu DNA em todos os canais, inclusive nas redes sociais. Em operações como essa, temos o objetivo de entregar este diferencial, além de gerar engajamento e relacionamento com a marca.”  

Foto: Thinkstock / Com informações do Estadão Conteúdo






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