Negócios

Armarinhos Fernando enfrenta desafio para manter preço baixo


Fluxo de clientes cai cerca de 30% e custos sobem até 25%, mas rede, com 16 lojas, mantém política de vender pelo menos 10% mais barato que a concorrência


  Por Fátima Fernandes 23 de Agosto de 2021 às 07:00

  | Jornalista especializada em economia e negócios e editora do site varejoemdia.com


Uma das mais tradicionais redes de São Paulo, a Armarinhos Fernando, tenta driblar a pressão sobre os custos para manter a alma do negócio: ter preços menores do que os da concorrência.

Na comparação com o período pré-pandemia, os aumentos de preços dos fornecedores chegam a 25%, de acordo com Ondamar Ferreira, gerente da loja da Rua 25 de Março.

Os maiores reajustes estão ocorrendo nas linhas de importados, pressionados com a falta de contêineres no mundo e a consequente elevação de preços.

“A pressão tem sido grande, mas mantemos a nossa política de preços de 10% a 12% menores, negociando com fornecedores e tentando não repassar as altas para os clientes.”

Com 15 lojas em São Paulo e região do ABC e uma em Sorocaba, a rede prevê faturar neste ano o mesmo que em 2019, o que não é motivo para comemoração.

“Empatar com 2019 não é um bom negócio, pois tivemos uma alta de inflação durante todo este período de pandemia”, afirma.

Com a pandemia, de acordo com Ferreira, o consumidor está mais cauteloso com os gastos e preferindo o parcelamento em até três vezes no cartão na hora de fechar uma compra.

A loja da Rua 25 de Março, que tinha um fluxo diário de cerca de 6 mil pessoas, hoje recebe a visita de cerca de 4 mil clientes.

“Esperamos que, com a extensão dos horários do comércio em geral, possamos voltar aos números de antes da pandemia”, diz ele.

A expectativa da rede agora é com o Dia das Crianças, que sempre foi uma data importante para a rede, que trabalha com cerca de 125 mil itens entre todas as linhas.

Durante a pandemia, a rede sentiu um aumento nas vendas de produtos de perfumaria, um setor com maior número de marcas e itens.

A rede também identificou um aumento da ordem de 23% nas vendas de produtos para pets, a linha que mais cresceu durante a pandemia.

A empresa, que emprega 2 mil pessoas, se orgulha, de acordo com Ferreira, de ter passado todo este período de pandemia sem demitir.

 

IMAGEM: Armarinhos Fernando/divulgação






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