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Aprenda com o Google a lucrar com a Black Friday


Assim como as grandes varejistas, os pequenos e médios negócios também podem se sobressair aos olhos dos consumidores e lucrar na data promocional que movimentou R$ 2,6 bi em 2018. Basta se preparar antes


  Por Redação DC 11 de Setembro de 2019 às 07:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Ainda dá tempo: com a injeção de recursos na economia, como a liberação do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) e do PIS/Pasep, os varejistas já podem intensificar os preparativos para atrair essa fatia do mercado e faturar durante a Black Friday, que será realizada no próximo dia 29 de novembro. No ano passado, a data movimentou R$ 2,6 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo levantamento da Ebit|Nielsen.

As grandes empresas se antecipam e se organizam durante o ano todo para a data mas, e como ficam as pequenas e médias empresas? Pesquisa divulgada no recente Google Retail Summit mostra que, com planejamento, as PMEs podem se sobressair aos olhos dos consumidores e lucrar nessa época do ano.

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“O brasileiro quer evoluir em várias frentes, e os movimentos de sazonalidade do segundo semestre devem funcionar como gatilho para compras e projetos saírem do papel. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para atender a essa demanda”, afirma Fernanda Bromfman, gerente do Google Customer Solutions do Google Brasil.

PREÇO É TUDO. OU NÃO

De acordo com a pesquisa, em 2018 a percepção de “preços iguais” e preço alto definiu os escolhidos. Cerca de 68% dos entrevistados afirmaram ter deixado de comprar algum produto porque os preços estavam muito altos. Mas o preço não é tudo: Mais da metade dos fatores de escolha estão ligados à confiança e ao nível de serviço.

Para quem costuma adquirir produtos em grandes datas do varejo, o aspecto mais importante na hora de definir o local de compra é o “melhor preço” (30,2%), seguido por “loja conhecida” (15,9%) e “frete grátis” (15,6%).

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“O preço é importante para ser competitivo em datas como Black Friday, mas só isso não basta. Em 2018, as pessoas consideraram aspectos ligados à confiança e nível de serviço como primordiais - o que mostra que ter uma marca forte e oferecer boa experiência de compra é determinante”, complementa Bromfman. Cerca de 40% afirmaram considerar comprar novamente em lojas em que já compraram em edições anteriores.

Quanto à entrega de produto, “frete grátis” é o item mais importante para o consumidor (44,7%). “Frete rápido” (18,7%), “retirar na loja física no mesmo dia” (15,2%) e “receber em casa via aplicativos de entrega” (5,9%) demonstram a urgência das pessoas em receber os produtos.

O QUE LEVAM OS CONSUMIDORES ÀS COMPRAS?

Na pesquisa, o Google tentou investigar os principais pilares que levam os consumidores às compras. E chegou a quatro fatores que ajudam na decisão:

Preço: apesar de sua importância estar diminuindo, ainda é fator essencial;

Marca reconhecida: o ideal é aproveitar setembro e outubro para construir essa mensagem e sua consideração junto ao consumidor

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Experiência: esse atributo fica cada vez mais importante para o consumidor. Frete grátis e agilidade são fatores decisivos na hora de escolher a forma de entrega

Benefícios: item que vai além do preço e descontos. O consumidor é impaciente. Os apps de entrega surgiram como opção para que ele consiga o produto mais rápido. Cashback, condições de pagamento, retirada em loja... São extras que fazem toda a diferença, diz o Google.  

*Com informações do portal E-commerce Brasil / FOTO: Thinkstock